Abatedouro regional é caminho para Apiva retomar atividade

Publicado em 08/11/2017 às 11h18

Apiva encerrou abate de peixes no início do mês de setembro últimoNo início do mês de setembro, a Associação dos Piscicultores de Venâncio Aires (Apiva), anunciou o encerramento do abate de peixes no abatedouro familiar localizado em Vila Arlindo. 
Os motivos apontados são as exigências legais e sanitárias e foi anunciado que a somente voltará a abater quando a associação conseguir atender todas as exigências da legislação e as reformas e adequações do prédio, além da aquisição de novos equipamentos.

Durante a inauguração da feira da Cooperativa dos Produtores de Venâncio Aires (Cooprova) ocorrida na manhã da terça-feira, 31 de outubro, o prefeito Giovane Wickert, fez referência ao assunto e observou que a quantidade de peixe abatido em função da legislação vigente, não equilibrava financeiramente a Apiva. Para isso, ela precisaria fazer diversos investimentos e mais do que dobrar a produção para que economicamente ela seja viável.

Quando tomou ciência desta situação, juntamente com o secretário municipal de Agricultura, André Kaufmann, Wickert participou de uma reunião da Associação dos Municípios do Vale do Rio Pardo (Amvarp) e do Consórcio Intermunicipal de Serviços do Vale do Rio Pardo (Cisvale), ocorrida no início de outubro em Rio Pardo, onde apresentou a Apiva e da vontade de Venâncio Aires sediar um abatedouro regional de peixe. Ele apresentou esta vontade porque existe um abatedouro praticamente pronto em Santa Cruz do Sul, porém, este não entrou ainda em funcionamento devido às dificuldades para conseguir se regularizar e, além disso, o empreendimento da Apiva está em dia.

O município de Rio Pardo, segundo Wickert, mostra um interesse muito grande de abate, só que a estrutura existente lá também não está regularizada. ''Quando apresentamos a Apiva, voltamos o interesse da região para de forma coletiva, todos os municípios abaterem o seu peixe em Venâncio Aires. A Apiva está aberta para a região para que o abate de peixes se torne viável. A ideia é fazer com que o abatedouro seja regional'', acentuou.

COOPERATIVA
O assunto voltou à pauta da reunião da Apiva realizada na sexta-feira, 3, à noite, na sede da entidade localizada no Parque Municipal do Chimarrão. Porém, os associados entendem que somente será viável transformar o referido abatedouro familiar em abatedouro regional via Sistema Unificado Estadual de Sanidade Agroindustrial Familiar, Artesanal e de Pequeno Porte (Susaf).
Porém, para isso, é necessário a Apiva se transformar em cooperativa regional para então terceirizar o abate com Susaf, pois o abatedouro hoje é uma agroindústria familiar e não oferece muito opção para abater peixe e de ampliação. 'Para ficarmos somente com o peixe de Venâncio Aires não é viável pois não conseguiremos manter a estrutura pois o nosso produto não se mantém somente com o comércio local', observa o presidente da Apiva Itor Coutinho.
Ele acrescenta que um dos fatores é que não há quantidade de peixe suficiente pois é preciso ter uma quantia fixa por semana, e o abate tem que ser efetuado de forma correta, o que envolve custos que hoje somam quatro pessoas e variam entre R$ 12 mil e R$ 13 mil mensalmente. 'Se formarmos uma cooperativa, é preciso uma pessoa fixa para administrar este abatedouro, pois não tem como alguém da Apiva para fazer isto.'
Para transformar a Apiva em cooperativa, Coutinho salienta que precisaria no primeiro momento, de no mínimo 20 associados e cada um participando com R$ 1 mil. Este valor apenas é o suficiente para encaminhar os papéis, pois serão necessários altos investimentos para adequar o prédio às exigências das legislações federal, estadual e municipal', frisa. Para tanto, acrescenta o dirigente,serão necessários entre R$ 80 mil e R$ 100 mil.

EQUIPAMENTOS
A vereadora Sandra Helena Wagner (PSB), participou da reunião da sexta-feira e colocou que na semana passada, se reuniu com o secretário estadual de Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo Tarcísio Minetto, e que este falou da possibilidade de sobra de recursos do orçamento do Estado de 2017 para aquisição de equipamentos e máquinas, pois se fechar o ano e houver sobra de recursos, estes retornam para o governo. Segundo Sandra, se a Apiva decidir adquirir equipamentos, será encaminhada a documentação necessária para captar estes recursos e, se tudo estiver de acordo, Minetto autoriza a Emater/RS-Ascar a elaborar o projeto e o recurso será liberado ainda em 2017. O valor vai depender do projeto e é exclusivo para a aquisição de equipamentos e não pode ser usado para investimentos no prédio.

 

Fonte: Jornal Folha do Mate
Créditos e foto: Edemar Etges

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