Agricultor de Venâncio recebe certificado de produção orgânica

Publicado em 11/08/2018 às 10h53

Bittencourt diante dos butiazeiros centenáriosOrganizar e fiscalizar as produções locais para que os alimentos sejam, de fato, orgânicos, são alguns dos objetivos das Organizações de Controle Social (OCS). E, foi por meio do trabalho coletivo que 13 famílias de agricultores da OCS Terra Forte receberam na manhã da quarta-feira, 8, no escritório da Emater/RS-Ascar de Santa Cruz do Sul, os certificados de registro junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Os certificados garantem aos consumidores a condição de produtores orgânicos.

Morador de Linha Grão Pará, Darci Machado de Bittencourt, é um dos produtores rurais que foi certificado e integra a OCS há um ano. Ele conta que no ano passado, o grupo iniciou o processo do reconhecimento orgânico e que a certificação foi de âmbito regional, pois engloba produtores de outros municípios da região. Bittencourt salienta que o apoio da Emater/RS-Ascar foi fundamental para esta conquista e, desde que começou a investir na produção orgânica há dez anos, busca a orientação dos técnicos da equipe local e que nos últimos anos, é assistido pela engenheira agrônoma Djeimi Janisch.

Bittencourt é formado em Engenharia Química pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Logo após a formatura, por diversos anos, trabalhou prestando assessoria em alguns órgãos públicos, como a Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema), Câmara de Vereadores de Porto Alegre, em Bento Gonçalves, na área de reciclagem de lixo, e ainda, foi conselheiro da Secretaria Municipal de Agricultura de Porto Alegre, onde viu que a produção de alimentos orgânicos é importante para a saúde das pessoas. Com isso e, para não deixar a propriedade de seu pai abandonada, há 20 anos, ele resolveu retornar, mas não para plantar tabaco como seu pai, e sim, investir na produção de alimentos orgânicos. Iniciou produzindo plantas medicinais e condimentares e vendendo de butiás, pois a propriedade contém diversos butiazeiros. 'Com isso, fiquei conhecido na feira do Brique da Redenção, no bairro Bom Fim, em Porto Alegre, como o ´rei do butiá´', comenta. Alguns dos butiazeiros, segundo Bittencourt, são centenários e ele revela que consegue vender as frutas por um preço bem vantajoso, o que não consegue nos mercados locais.

Há dez anos, Bittencourt começou com alimentos orgânicos e hoje produz ervilha, alfafa e milho verde (no verão), cujas vendas realiza na feira do Brique da Redenção, em Porto Alegre. Para este trabalho também conta com a assistência da Emater/RS-Ascar. A produção não é tão expressiva pois tem limitação de mão de obra, pelo fato dele ser solteiro e morar sozinho. Recebe o auxílio de estagiários do curso de Engenharia Agrícola e de Agronomia de universidades do estado durante algumas épocas do ano.

 

PRESERVAÇÃO

A área de Bittencourt hoje soma 6,5 hectares e, como tem necessidade de mão de obra para produzir os alimentos, ele confirma que com o passar do tempo, pretende transformar a propriedade em Área de Preservação Permanente (APP). Para isto, está deixando as espécies nativas e frutíferas nativas e exóticas se desenvolverem. Entre as frutíferas conta com dezenas de butiazeiros, goiabeiras e pretende plantar outras variedades.

'Um engenheiro químico deve trabalhar em duas áreas: alimentos e ambiental.' DARCI MACHADO DE BITTENCOURT, Produtor rural

 

Fonte: Jornal Folha do Mate
Créditos: Edmar Etges
Foto: Álvaro Pegoraro

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