Amanda Ferreira é Venâncio no Mais Bela Negra RS

Publicado em 06/11/2017 às 16h37

 Amanda Ferreira estará entre as candidatas em busca do título de Mais Bela Negra RS A beleza, simpatia e luta de Amanda Ferreira, de 18 anos, estarão entre as histórias que serão levadas para a passarela do Mais Bela Negra do Rio Grande do Sul. Ela será a representante de Venâncio Aires no concurso que ocorrerá na Capital do Chimarrão no sábado, 11 de novembro, no Parque Municipal do Chimarrão. Diversas candidatas de todas as regiões do estado estarão na cidade para disputar o título que vem sendo o foco da rotina e preparação da jovem venâncio-airense.

De carisma único, a representante de Venâncio Aires, a partir da Sociedade Négo Foot Ball Club, está com o ''coração a mil'' com a proximidade do evento. A decisão de participar e representar tanto a entidade, quanto a Capital do Chimarrão, vem de uma construção pessoal de Amanda. ''Mesmo que muitas pessoas digam que é besteira, digo que são sonhos realizados, assim como foi quando fui eleita a rainha do Carnaval e Mulata Café. Sempre estive dentro da sociedade, construí esse envolvimento e vi mulheres que hoje são muito importantes, que desfilaram ou participaram desses concursos e hoje são pessoas maravilhosas'', destaca.

Além do preparo para o desfile social, Amanda também foco nos ensaios de uma coreografia afro de até três minutos que será apresentada na noite do concurso. Para esta tarefa ela conta com a ajuda das amigas Daiane Silva e Daniane Cristina: 'Vamos trazer uma novidade para a parte da dança. Todos acham que uma dança afro sempre precisa mostrar o lado das pessoas guerreiras e a dança tribal, mas preparamos algo diferente, sem deixar de fazer parte do contexto afro', explica.

"Nós somos muito mais que mulheres negras. Eu sou uma mulher guerreira". - Amanda Ferreira, 18 anos

A filha de Ana Luísa e Paulo Roberto, irmã da Ana Paula, confessa que representar Venâncio a deixa muito feliz: ''É um compromisso muito grande e estou com uma expectativa muito boa, mas se não der certo, a vida segue porque fiz e estou fazendo o meu melhor'', diz.

Inspiração
Com todo envolvimento dentro da Sociedade Négo, Amanda não esconde que existem algumas mulheres que passaram por lá e a inspiram. Uma delas é a venâncio-airense Daniela Azevedo: ''É a minha luz e vejo que posso me inspirar nela de várias formas''.

Com isso, Amanda consegue ver o quanto está se tornando importante a partir dos retornos que já recebe das pessoas próximas, falando dos incentivos que transmite com as lutas pela igualdade. ''Agradeço, principalmente, porque foram essas pessoas que guiaram meu caminho de forma indireta, mas que me ajudaram em pequenas coisas e me tornaram essa mulher que sou hoje'', destaca.

Crescimento
Ao conversar com a reportagem, Amanda deixa entender em diferentes momentos que existe um divisor em sua vida. ''Se não fosse a sociedade, talvez eu não seria essa Amanda Ferreira que todos conhecem, não seria essa mulher que está buscando muitos objetivos'', enfatiza.

Todo o envolvimento com o Négo começou ao entrar no grupo da Candaces, momento que começou a entender ainda mais as questões afros e abriu-se para novas ideias. ''Sempre tentamos fazer esse papel de mostrar o lado do negro, de mostrar que somos muito mais do que a história conta, de mostrar que somos muito mais do que muitas outras pessoas brancas que se glorificam e muitas vezes não são ninguém'', explica.

 

Fonte: Jornal Folha do Mate
Créditos: Ana Carolina Becker 

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