Assinatura que se mantém há quatro décadas

Publicado em 08/10/2018 às 08h59

Maria de Lourdes e Wunibaldo sempre acompanham as notícias da Folha do MateO casal de comerciantes aposentados, Maria de Lourdes, 84 anos, e Wunibaldo Kroth, 85, ainda está dormindo quando o jornal chega cedinho pelas mãos do entregador. Moradores de Vila Santa Emília, interior de Venâncio Aires, ler as notícias é uma das primeiras tarefas diárias do casal. 'Gosto muito de ler, assim que o jornal chega vou direto conferir a previsão do tempo, a coluna do Sérgio Klafke e as páginas do esporte', afirma Wunibaldo. Ele acrescenta que, para concluir a leitura de todas as notícias é necessário ler o impresso três vezes ao dia. 'Geralmente dou uma olhada no início da manhã, faço meus afazeres em casa para depois dar continuidade à leitura e conferir os detalhes da edição.'

Já Maria de Lourdes gosta de conferir as fotos e a programação dos eventos na página social. A aposentada, aliás, começou a se interessar pelos impressos ainda na infância, quando os avós dela assinavam periódicos escritos em alemão e português.

Em 1972, assim que a Folha do Mate começou a circular no município, Wunibaldo e Maria de Lourdes assinaram o jornal. Durante muitos anos, o casal administrou um armazém de secos e molhados, a Casa Comercial Wunibaldo Kroth, que foi um dos pontos de venda da Folha.

Assinantes e leitores há 46 anos, o casal Kroth não abre mão do hábito da leitura, ao perceber que muitas coisas evoluíram nos últimos anos. 'Antigamente o jornal era entregue pela escola da comunidade, depois de ônibus e agora tudo ficou mais rápido e o jornal é distribuído logo cedo, de moto pelos entregadores', conta Wunibaldo.

'É nos finais de semana que o jornal circula de um lado para outro, de mão em mão. Aos domingos, já é tradição reunir os filhos, netos e bisnetos para confraternizar e conferir as notícias da Folha do Mate', revela Maria de Lourdes.

UM POUCO MAIS DE HISTÓRIA
O casal de moradores sempre viveu no interior de Venâncio Aires, em Santa Emília. Casados há 60 anos, Wunibaldo e Maria de Lourdes têm sete filhos. Quando casaram, assumiram a casa comercial que pertencia aos familiares de Maria, Leonardo Schmidt e Emílio Selbach. 'Na época vendíamos de tudo, erva-mate, fumo e outros produtos que chegavam até o Porto de Mariante de carroça para então serem enviados a Porto Alegre, de barco.'

Assim como a Folha do Mate, a família Kroth percebe que Santa Emília também evoluiu em vários aspectos. Porém, as casas comerciais que existiam na época, foram perdendo espaço após o surgimento dos supermercados. 'Hoje em dia, as pessoas se deslocam para a cidade quando querem comprar algo. Nos últimos anos, o comércio na localidade foi perdendo força,' afirma Maria de Lourdes.

A família já passou por momentos bons e ruins em Santa Emília. 'Sempre moramos no interior e aqui criamos nossos filhos, mas um momento marcante em nossas vidas foi quando perdemos parte de nossas coisas depois de uma grande enchente do Arroio São João. Mesmo assim, demos a volta por cima', relembra Maria de Lourdes. Apesar da evolução na estrutura em Vila Santa Emília, Wunibaldo percebe que muitas pessoas migraram do interior para a cidade. 'A colônia está muito fraca hoje em dia', conclui.

 

Fonte: Folha do Mate
Créditos: Taiane Kussler 
Foto: Ana Carolina Becker 

Foto: Ana Carolina Becker
Foto: Ana Carolina Becker
Foto: Ana Carolina Becker

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