Assombração no cemitério de Linha Cerro dos Bois

Publicado em 11/05/2019 às 09h35

Quem conta as lembranças da infância é Estela Kaufmann, sobrinha do Lauro e do Eduardo. A professora reside em Venâncio Aires.'Quando eu era pequena, a gente fazia acampamentos com o meu tio Eduardo, em Linha Pinheiral. Era costume dele se reunir com a criançada e os parentes, de noite, em volta de uma fogueira, e contar "causos" e histórias. Lembro bem de uma delas. O tio Eduardo contava que outro tio meu, o Lauro, tinha uma namorada para as bandas de Linha Cerro dos Bois.

Preocupada, naquela época, a minha avó alertava para que o tio Lauro não voltasse tarde, pois precisava passar em frente a um cemitério para chegar até a casa da namorada e todos na vizinhança diziam que o lugar era assombrado.

Mas, no tempo de guri, quem dava bola para assombração quando era para namorar? Pois bem, contam que já passava da meia-noite e tio Lauro voltando a galope com seu cavalo para casa, já que morava na cidade, viu uma movimentação na estrada escura. Um grupo de pessoas de preto, rezando, com um caixão. Era um cortejo fúnebre. Meu tio então, pela boa educação, tirou o chapéu e cumprimentou. Logo se deu conta de que, depois da meia-noite, não poderia estar ocorrendo um enterro.

Ao olhar para trás, que susto! Não havia nada na estrada. Nenhum cortejo fúnebre, nenhum enterro e nenhuma pessoa. Resultado: além de sair galopando apavorado, acabou terminando o namoro com a prenda e nunca mais se foi para aquelas bandas.'

 

Fonte: Folha do Mate
Créditos: Rosana Wessling - Estela Kaufmann

 

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