Cacetinho encarece o café da manhã

Publicado em 19/10/2018 às 08h04

Estimativa aponta que o preço do cacetinho deva subir pelo menos mais 10%Para quem gosta de degustar um bom café da manhã a notícia é indigesta: uma sucessão de fatores levaram os supermercados e padarias a reajustar o quilo do cacetinho. Os novos valores, contudo, não devem ser definitivos. A tendência dos empresários é de que o valor do pão francês suba pelo menos mais 10% neste ano.

O comprador da rede de supermercados Super Lenz, Roderlei Lenz, mais conhecido por Nine, aponta que a farinha de trigo aparece como a grande vilã, já que representa 40% do valor total na formação do preço do cacetinho; e consequentemente deixa o café da manhã mais caro. O valor do produto apresentou crescimento de 35% em relação ao último cinco meses.

O proprietário de uma agroindústria de Linha Travessa Odair José Diedrich também confirma que elevação da farinha é cada vez mais percebida e que até o fim do ano será inevitável não repassar ao consumidor final. O estabelecimento, especializado na produção de cucas, tortas e doces para festa, até o momento apenas reajustou o preço dos doces em cerca de 5%.

Contudo, mesmo sabendo da escalada do preço do trigo, Diedrich diz que o cacetinho permanecerá na dieta da família, embora de forma mais contida. Com esse cenário, a dica para economizar é pesquisar, por ser isso que garante competitividade ao setor e preços mais favoráveis.

 

Argentina 

Uma das instabilidades do setor é provocada pela escalada do preço do dólar e sucessivas altas do trigo na Argentina, que é o principal país fornecedor do insumo para as panificadoras. O país vizinho teve uma escassez na produção desse ano por conta de uma severa seca.

Alta dos combustíveis e o impacto da tabela de preços mínimos de frete, criada pelo governo federal para atender aos caminhoneiros após a paralisação de maio, também são apontados como possíveis influenciadores nessa elevação do pão francês.

Sinditrigo 

A possibilidade de o pão ficar mais caro é confirmada pelo presidente do Sindicato da Indústria do Trigo do Rio Grande do Sul (Sinditrigo). Diniz Furlan acrescenta outras causas, nesse caso do cenário interno gaúcho, que influenciariam essa elevação. Ele cita que o trigo em grão está mais caro, em parte, por perdas na produção. 'Estamos vivendo algo anormal nesta safra, em que fatores climáticos prejudicaram o trigo já na lavoura', revela.

Ainda para Furlan, seria o momento de o preço diminuir, mas como os moinhos estão com os custos represados, isso acarretará também no aumento do preço da farinha. 'O trigo terá um aumento de pelo menos 10%, que tende a refletir no consumidor final entre os meses de outubro e novembro.' Além de perdas na produção, o presidente do Sinditrigo cita custos extras com energia elétrica, embalagens e transporte.

 

LEITE TEVE REDUÇÃO DE PREÇO 

Já para quem gosta de leite a notícia é boa: depois de reajustes, os produtos lácteos, principalmente o leite, tiveram uma pequena redução no preço. Curiosamente, o que causou essa queda não foi a produção em excesso. A afirmação é do presidente do Instituto Gaúcho do Leite (IGL), Carlos Joel da Silva. Para ele, um dos motivos que fez o preço do leite longa baixar foi a queda de consumo.

'As pessoas estão tomando menos leite, em parte por reflexos da crise, já que o custo de vida está alto. Além disso, diminuir o preço do leite nos supermercados é uma forma de atrair o consumidor', aponta Silva.

Ele também cita que na outra ponta também ocorreram mudanças no valor praticado: caiu a produção e o valor pago ao produtor. 'Nos últimos três meses o valor pago diminuiu entre 8% e 10%. Mas outro agravante é o aumento do custo de produção, como diesel, luz e os insumos para as pastagens', acrescentou.

 

Fonte: Folha do Mate
Créditos e foto: Cristiano Wildner 

 

 

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