Câmara: eleição para presidente domina bastidores e gera tensão

Publicado em 09/11/2018 às 08h33

Eduardo Kappel admite que sua vez na presidência pode estar em risco por conta de movimentos paralelosA sessão da Câmara de Vereadores desta segunda-feira, 5, foi extremamente tranquila em relação às últimas reuniões, quando diversos temas polêmicos levaram parlamentares de oposição e situação a debates acalorados. Embora nenhuma farpa tenha sido trocada durante a reunião, ficou evidente um clima de tensão no Plenário Vicente Schuck e, segundo apurado pela reportagem da Folha do Mate, o que tem preocupado os vereadores é a proximidade com o pleito que vai definir quem comandará o Legislativo em 2019.

Fontes ouvidas pela Folha - com a condição de não serem identificadas - confirmaram que a eleição já domina os bastidores da Casa. Apesar de a situação estar cumprindo, até agora, o acordo que deu a Gilberto dos Santos (PTB) e Sandra Wagner (PSB) a presidência no primeiro e segundo anos da atual legislatura, existem movimentos para que Eduardo Kappel (PP) não seja presidente em 2019, conforme está previsto pelo acordo. O comportamento dele - vota de acordo com as suas convicções e, dependendo da situação, vai contra o governo, do qual faz parte - é o principal motivo de preocupação.

Neste contexto, ganha força o nome do atual vice-presidente, André Puthin (MDB). Por fora, corre Nelsoir Battisti (PSD), que pelo acordo, seria o presidente em 2020. 'Não tratamos sobre isso com o MDB', restringiu-se a dizer Puthin. Battisti, por sua vez, já deixou claro que tem interesse de ser presidente, mas afirmou que se o colega Zé da Rosa (PSD), quiser colocar o nome à disposição, ele apoia o companheiro de legenda. 'O Zé fez mais votos que eu. Só declarei que gostaria de ter esta oportunidade porque ele manifestou, certa vez, que não estaria disposto a assumir a presidência da Casa', argumentou.

 

'É óbvio que vou me sentir traído'

Perguntado a respeito do momento político na Câmara e proximidade com a eleição que vai definir o novo presidente, Eduardo Kappel declarou que está tranquilo e que espera o cumprimento, pelos colegas, do acordo que o colocaria na principal função do Legislativo. Admitiu, no entanto, que tem conhecimento de que 'pode haver uma virada de mesa', o que o afastaria do cargo. 'Se realmente ocorrer, é óbvio que vou me sentir traído, pois tenho feito a minha parte e cumprindo a palavra para o acordo', justificou.

O progressista disse que já acompanhou reviravoltas em escolhas para a Mesa Diretora da Câmara em outras oportunidades e que está em tratativas para se garantir na presidência. 'Tudo se decide aos 48 minutos do segundo tempo, é sempre assim. A gente sabe que tem esse zum zum zum, mas não vou sofrer por antecipação', sinalizou. Kappel falou ainda que eventual rejeição ao seu nome ocorrerá por conta da postura que adota, de corte de benefícios e regalias. 'O que está acordado é para ser cumprido. Se não for, segue a vida, já fui presidente e não estou desesperado. Mas aí será diferente', antecipou.

'Se a base do governo me apoiar, não há possibilidade de movimentos contrários. Espero que todos mantenham suas palavras e garantam o cumprimento do acordo até o fim desta legislatura.'
EDUARDO KAPPEL - Vereador do Progressistas

Especulações dão conta de uma chapa formada por André Puthin (MDB), como presidente; Nelsoir Battisti (PSD), no cargo de vice-presidente; e Adelânio Ruppenthal (PSB) e Ciro Fernandes (PSC) nas funções de primeiro e segundo secretários, respectivamente.

 

PREFEITO E VICE

1 O prefeito Giovane Wickert (PSB) comentou que prefere se manter focado nas questões do Executivo, especialmente porque o encerramento do segundo ano de seu mandato se aproxima e muitas pautas precisar ser priorizadas. Ele destacou que desde o início da legislatura têm respeitado as posições, por vezes, independentes do parlamentares, e que vai continuar com esta postura.

2 Para Wickert, isenção é a palavra do momento. 'O que tínhamos que fazer, fizemos no início da nossa gestão. O Gilberto dos Santos e a Sandra Wagner foram presidentes, cumprindo o acordo. Vamos manter as relações institucionais e respeitar a legitimidade das decisões do Legislativo', reforçou.

3 Admirador declarado de Eduardo Kappel - inclusive abriu as portas do PTB, partido que preside, para o vereador -, o vice-prefeito Celso Krämer informou que não tem ouvido as sessões da Câmara e que não é seu papel interferir nas questões do Legislativo. 'Uma coisa é a acompanhar as votações de interesse do governo, outra é querer se meter em um poder independente', comparou.

4 Ele declarou que 'os vereadores é que têm que resolver as situações da Câmara' e que não pode fazer comentários em relação a 'fofocas'. Perguntado se uma eventual quebra do acordo poderia trazer prejuízos à base governista na Câmara, foi enfático: 'Não vou comentar o que não é um fato concreto. Não tenho autoridade para este tipo de interferência. A princípio, pelo que está acordado, é para o Duda (apelido de Eduardo Kappel) assumir, mas a Câmara é um poder independente'.

 

Fonte: Folha do Mate
Créditos e foto: Carlos Dickow

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