Carinho e dedicação em cada papel desempenhado

Publicado em 08/10/2018 às 08h47

Professora aposentada, Maria Pereira Soares lançou três livrosProfessora, vendedora de produtos cosméticos, escritora. Ao longo dos 79 anos de vida, Maria Pereira Soares exerceu diversas atividades. De vendedora de leite e verduras, na infância, a proprietária do primeiro serviço de telemensagem do município, ela deixou sua marca com carinho e dedicação em cada papel que desempenhou durante a vida.

Vinda de uma família de 11 irmãos, Maria conta que um momento muito marcante na sua vida foi quando perdeu o pai, aos 23 anos. 'Os meus irmãos homens não estavam mais em casa, então eu era responsável de sair para arrumar papéis, resolver problemas', recorda.

Mãe da Ana Lúcia, 52 anos, e avó da Sarah, 28, foi casada com Nilo Pinto Soares - falecido em 2014 - por quase 50 anos. Moradora do Centro, foi bolsista do Ginásio e Curso Normal do então Colégio Nossa Senhora Aparecida, onde também deu aulas mais tarde. Aos 17 anos começou a lecionar nas séries iniciais na Escola Monte das Tabocas, onde se aposentou aos 42 anos de idade. 'Eu fui alfabetizada e dei aulas até me aposentar na Monte das Tabocas. Duas professoras minhas depois se tornaram colegas', recorda.

Maria mudou-se de Venâncio Aires logo após o casamento, em 1966, retornando à Capital do Chimarrão sete anos depois. 'Lecionei em dois colégios, em Porto Alegre, e meu marido trabalhava no Colégio Agrícola, em Viamão', conta. Depois de 20 anos de formatura no Curso Normal (Magistério), começou a fazer faculdade de Pedagogia, em Santa Cruz do Sul.

Durante todo o tempo de Magistério, diversos venâncio-airenses foram alunos da professora Maria. Ela acredita que deu aulas para mais de mil estudantes. Após a aposentadoria, começou a vender produtos cosméticos.

ESCRITORA
Quando já tinha 72 anos, Maria Pereira Soares começou escrever. Em 2011, lançou o livro "Mulheres Guerreiras Ocultas"; em 2015, "Mulheres Guerreiras 2ª edição" e, no ano passado, "Verdades". Com a venda dos dois primeiros livros, o lucro foi doado à ONG Parceiros da Esperança (Paresp).

Agora, ela busca patrocínio para o último livro, já que precisou custear com recursos próprios. A intenção é ajudar outras entidades beneficentes do município. As publicações contam histórias de vida e de superação.

Telemensagem
Maria e o marido que abriram o primeiro serviço de telemensagem no município, no ano de 1999. Ela conta que chegaram a ter cinco aparelhos de telefone para o trabalho. 'Dia dos Pais, Dia das Mães, Natal e Dia do Amigo tínhamos muitas ligações. Uma vez tive que levantar de madrugada para passar uma mensagem para uma pessoa que estava no Japão', conta. Além da mensagem por telefone, eles também faziam ao vivo.

 

Fonte: Folha do Mate
Créditos e foto: Cassiane Rodrigues 

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