Casa de Passagem agora é Casa de Acolhimento

Publicado em 14/05/2018 às 13h42

Doraci e Mariana destacam as mudanças da instituição, com o objetivo de qualificar o atendimento a crianças e adolescentesO trabalho 24 horas na assistência a crianças e adolescentes, realizado há 13 anos, pela Casa de Passagem, passa por mudanças que prometem qualificar o atendimento. Desde março, psicóloga, assistente social e psicopedagoga integram o quadro de funcionários da instituição.

As mudanças, realizadas para atender aos critérios da Tipificação Nacional de Serviços Socioassistenciais, também contemplam alterações no estatuto e no regimento interno, e a elaboração de um plano de trabalho para a instituição.

As alterações também vem acompanhadas de um novo nome: Casa de Acolhimento - Serviço de Acolhimento Institucional para Crianças e Adolescentes de Venâncio Aires. "Tem muitas crianças e adolescentes que vivem aqui. Essa não é apenas uma casa de passagem, é a casa deles", ressalta a psicopedagoga Mariana Faria Corrêa.

Na prática, as alterações buscam qualificar serviços realizados pela instituição, destinada ao abrigo provisório de pessoas com até 18 anos incompletos, em situação de risco pessoal e social, quando famílias ou responsáveis encontrem-se temporariamente impossibilitados de cumprir sua função de cuidado e proteção. 

>> 15 crianças e adolescentes entre 1 e 17 anos são atendidos, atualmente, na Casa de Acolhimento de Venâncio Aires.

A coordenadora da Casa de Acolhimento, Doraci da Silveira, já percebe os avanços desde que a equipe técnica começou a trabalhar no local. Desde março, psicóloga, assistente social e psicopedagoga atuam 10 horas semanais na entidade. Até então, apenas Mariana já trabalhava, de forma voluntária no local, desde 2016. 

"O trabalho tem fluído muito bem, pois agora temos todo o suporte profissional para as crianças, no acompanhamento delas na escola, no trabalho com as famílias, visitas domiciliares e também com as mães sociais", comenta Doraci, ao citar a importância da assistência psicológica aos funcionários e os moradores, já que o ingresso e o desligamento de crianças é constante na Casa. 

A psicóloga Évelin Tatielle Fröhlich explica que o olhar especializado da psicologia busca, por meio de uma abordagem acolhedora, garantir "espaços de escuta e protagonismo na sua história de vida" para as crianças e adolescentes, para que compreendam e tenham consciência de sua condição de sujeito de direitos. "Buscamos a resolução de conflitos e a melhoria nas relações sociais como um todo", ressalta.

A assistente social Josiane Hartung, por sua vez, destaca a importância do acolhimento e atendimento, com a intenção de encaminhar processos de integração, reintegração à família de origem ou outras opções familiares. "As visitas domiciliares, por exemplo, trazem elementos importantes que subsidiam nossos estudos na intervenção com as crianças e os adolescentes e que possibilitam articulação com a rede de apoio local."

 

Trabalho em rede

Além do acompanhamento das profissionais que atuam na própria instituição, crianças e adolescentes da Casa de Acolhimento permanecem sendo atendidos por outros órgãos que incluem a rede de assistência social no município, como o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) e o Conselho Tutelar.

"É um trabalho completo e complexo, pois estamos falando de pessoas, cada uma com a sua história. Com o trabalho em rede, contamos com o olhar de vários profissionais e conseguimos agilizar muita coisa", afirma Mariana.

Doraci e Mariana lembram que a Casa de Acolhimento é um local para abrigar crianças e adolescentes, garantindo a segurança e toda a estrutura necessária para eles, quando não é possível permanecerem na própria casa, em situações de uso de álcool e drogas pela família, casos de negligência ou abuso, além de crianças órfãs - o que é minoria. "A Casa de Acolhimento é considerada um serviço de alta complexidade, o último recurso quando não é possível a criança ficar na própria casa", esclarece a psicopedagoga.

 

Sobre a entidade

Localizada no bairro Coronel Brito, a Casa de Acolhimento atende 24 horas, todos os dias. Além da coordenadora Doraci da Silveira, atuam no local a psicóloga Évelin Tatielle Fröhlich, a assistente social Josiane Hartung e psicopedagoga Mariana Faria Corrêa, além de seis mães sociais e um motorista.

A manutenção da Casa de Acolhimento ocorre por meio de repasse de verbas da Prefeitura e a instituição é gerida pelo Comitê da Ação da Cidadania contra a Fome e a Miséria e pela Vida de Venâncio Aires, presidido por Fernando Heissler. Paralelamente, a instituição é auxiliada por meio de doações de agasalhos, alimentos e em dinheiro. "Graças à ajuda da comunidade, não precisamos comprar roupas e calçados. As doações são muito importantes, para que cada criança tenha suas próprias roupas, respeitando a sua individualidade", comenta Doraci da Silveira.

Ações sociais desenvolvidas por entidades, clubes de serviço e pessoas da comunidade também contribuem com a Casa de Acolhimento. Entre elas, estão projetos de música e de informática, em parceria com o Instituto Federal Sul-rio-grandense (IFSul), e o trabalho voluntário de uma professora de matemática.

Para acompanhar as mudanças no nome e na equipe de trabalho, a Casa de Acolhimento também conta com nova identidade visual, criada por Andressa Berger, da Umbrela Amarela. Por meio da página 'Casa de Acolhimento de Venâncio Aires', no Facebook, é possível conhecer os projetos e as iniciativas da entidade.

 

Fonte: Jornal Folha do Mate
Créditos e foto: Juliana Bencke

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