Casal de Linha Mangueirão inova com produção de tomate

Publicado em 07/01/2019 às 09h05

De olho no mercado, Ana Caroline e Vinícius investem no cultivo de tomate grape e paulistaQuando decidiram deixar o emprego na cidade para voltar ao interior e se dedicar à agricultura, Vinícius da Silva Fagundes e Ana Caroline da Silva Fagundes tinham certeza de que optariam por algo diferente do tabaco, tradicionalmente cultivado por suas famílias.

A escolha do casal, morador de Linha Mangueirão, foi pelo tomate, cultura ainda pouco representativa em Venâncio Aires e com mercado promissor. 'Nos dois anos em que estamos produzindo, nunca conseguimos suprir a demanda. Sempre tem procura', afirma Fagundes. Além da venda para um distribuidor de Lajeado, a comercialização é realizada em feiras da Cooperativa de Produtores de Venâncio Aires (Cooprova).

Com três estufas para o cultivo de tomate grape e paulista, a família espera chegar, em breve, a 3,3 mil pés, com uma expectativa de superar cem quilos do fruto por pé, a cada safra. O maior desafio, até então, tem sido garantir suporte e conhecimento técnico para combater pragas, melhorar a produção e reduzir o uso de agrotóxicos. 'Começamos plantando em vaso e agora estamos produzindo no chão, assim, os nutrientes se fixam mais e a produção é maior', explica Fagundes.

 

Variedade em frutas, verduras e legumes, em Venâncio Aires

Principal meio de diversificação de culturas, o setor de hortifrutigranjeiros tem se consolidado como segmento importante do setor primário de Venâncio Aires. Em 2017, foram mais de R$ 7,1 milhões em venda, por meio de bloco de produtor, conforme dados da Emater/RS-Ascar. 

Em 10 anos, a participação do segmento no total de vendas da agricultura, passou de 0,58% para 2,96%. Entre as culturas, além do aipim, destacam-se moranga cabotiá, couve flor, brócolis, repolho, alface, raízes como beterraba, rabanete, batata doce e cenoura, pimentão e pepino.

A produção em estufas, com sistema de irrigação controlada associado à adubação, tem sido comum em atividades como pepino, tomate e morango. A técnica de cultivo em caixas ou slabs - sacos plásticos com substrato - evita problemas radiculares, garante ergonomia ao trabalho e colheita ao longo de todo o ano. No morango, são 29 produtores e 75% da produção já ocorre fora do solo.

Com a comercialização voltada a feiras, supermercados e agroindústrias locais, agricultores têm seguido a tendência de produção sem agrotóxicos, com o objetivo de fornecer alimentos seguros e de qualidade. 

A venda para Centrais de Abastecimento do Rio Grande do Sul (Ceasa), em Porto Alegre, também representa uma parcela significativa no setor hortifrutigranjeiro. Ao todo, são 54 famílias de ceaseiros, das quais 28 realizaram a comercialização, em 2018.

 

Fonte: Folha do Mate
Créditos e Foto: Juliana Bencke

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