Confirmado fechamento do turno oposto do Casva

Publicado em 21/11/2018 às 16h48

Turno oposto do Casva funciona em prédio ao lado do Colégio OliveiraUma importante entidade voltada à educação de Venâncio Aires fechará as portas em um mês. No dia 21 de dezembro, será o último de atendimento do turno oposto do Centro de Assistência Social de Venâncio Aires (Casva), que funciona na rua Jacob Becker, ao lado do Colégio Oliveira.

A informação veio à tona na última semana, quando pais e responsáveis foram avisados por um bilhete que informava o encerramento das atividades devido a 'impossibilidades financeiras'.

Ainda na semana passada, a reportagem contatou integrantes do Rotary Club Venâncio Aires, que mantém o Casva, mas a diretoria se pronunciou apenas nesta terça-feira, 20, após divulgação de uma nota oficial. Nela, informam que 'as atividades desenvolveram-se, durante todo o ano de 2018, em déficit operacional, em que pese todos os esforços da direção, pais e funcionários da entidade, visando o equilíbrio financeiro, fator que inviabiliza a continuidade de seu funcionamento.'

Segundo o presidente do Casva, Gustavo Sulzbacher, uma reunião entre a diretoria definiu pelo fechamento e a dificuldade financeira já havia sido exposta no fim do ano passado. 'Na época optou-se em manter o turno oposto, mas agora, do jeito que está, é insustentável financeiramente.'

Sulzbacher não confirmou o valor da mensalidade paga pelos pais, mas afirma que aumentar o valor para tentar manter o local está fora de cogitação. 'O turno oposto hoje funciona como uma escola particular, mas se simplesmente aumentarmos o valor da mensalidade, perde o sentido de ser uma instituição para atender crianças de famílias sem uma grande renda.'

 

ESTRUTURA

Se por um lado o aumento da mensalidade não foi cogitado, o presidente do Casva reconhece que se o número de alunos fosse maior, a manutenção seria possível. 'Temos espaço físico para até 100 crianças. Se tivéssemos acima de 80, seria outra situação. O local sempre esteve aberto, mas não teve procura.'

Atualmente, são cerca de 50 jovens entre 6 e 14 anos que frequentam o turno oposto do Casva. O atendimento ocorre entre 6h30min e 18h30min. No local, os alunos recebem almoço e lanche e o trabalho fica a cargo de dois professores, uma cozinheira e uma coordenadora.

Como o prédio é próprio, a maior parte dos gastos do Casva está relacionado às contas de água, luz, alimentação e folha de pagamento. Questionado sobre receitas e despesas, Gustavo Sulzbacher não detalhou valores, nem quis comentar. Os profissionais, segundo ele, devem ser remanejados para a escola infantil do Casva, que atende na rua 1º de Março.

 

E AGORA?

Surpreendida com a informação por intermédio de um bilhete, a professora Luciane de Jesus Ferreira, que tem dois filhos no Casva, revelou que os pais não foram chamados para uma reunião. 'Acho que poderiam ter nos chamado para conversar antes de qualquer providência. Porque de fato não sabemos da realidade, que tipo de dificuldade financeira é essa', relatou.

Luciane é mãe do Pedro, 14 anos, e Igor, de 13. Durante a manhã eles estudam no 6º ano da Escola Alfredo Scherer e ao meio-dia seguem para o Casva, onde almoçam e ficam até o fim da tarde. A professora entende que, mesmo não sendo crianças, os filhos precisam ter um lugar para ficar. 'Ainda mais na adolescência, que é uma fase difícil. Eu quero saber onde estão e o que estão fazendo. Lamento muito pelo Casva, o atendimento é ótimo e os guris adoram.'

O filho mais velho, pela idade, não poderia continuar no ano que vem. Quanto ao mais novo, a professora disse que a saída será procurar outro lugar. 'Se fosse para aumentar a mensalidade, eu teria condições. Mas e quanto a outros pais que talvez não tenham condições de pagar a mais? E esses filhos, vão para onde? Será que os pais vão ter como pagar um lugar particular que é bem mais caro?'

Casva infantil mantém atendimento

Tanto o Casva infantil, que atende na rua 1º de Março, e o turno oposto, na rua Jacob Becker, são dirigidos por integrantes do Rotary Club Venâncio Aires. Mas, são entidades diferentes, já que uma é voltada para a educação infantil e a outra a crianças maiores e adolescentes. Dessa forma, apenas a creche recebe auxílio da Prefeitura via Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), repasse esse que ajuda na manutenção do local.

Atualmente, são cerca de 100 crianças no Casva infantil, que seguirá atendendo normalmente. Em outubro de 2017, uma reportagem da Folha do Mate relatava que o local também corria o risco de fechar. No entanto, a garantia de aumentos no repasse do Fundeb e das mensalidades possibilitaram a continuação do trabalho. 'O Casva infantil segue normalmente, sem alteração', afirmou o presidente, Gustavo Sulzbacher.

Contatado pela reportagem, o prefeito Giovane Wickert confirmou que o valor repassado pelo Fundeb só pode ser destinado à educação infantil e não para o turno oposto. 'Ainda vou tomar pé da situação. O que aconteceu, de fato, não sei, talvez estejam com dificuldades por ser algo à parte da creche. Mas, na sexta, a princípio, há uma reunião marcada para vermos do turno oposto.'

 

Fonte: Jornal Folha do Mate
Créditos e foto: Débora Kist

voltar para Notícias - Geral

left show fwB tsN|left tsN fwB|left show tsN fwR|c05||skype_c2c_logo_img|news login uppercase c05 b01 bsd|fsN uppercase c05 fwB sbss|fwR c05 uppercase b01 bsd|login news uppercase b01 bsd fsN tsN fwB c15|tsN fwR uppercase c05|fwR c05 uppercase|content-inner c05||