Culturas secundárias buscam nichos de mercados locais

Publicado em 15/10/2018 às 08h56

Lauro Kist, de Vila Arlindo, aposta na produção de bergamota Murgot. Ele afirma que, além da diversificação, se tivesse mercado, a fruta renderia mais do que o tabaco por hectare Pelo fato do município ser destaque na produção de tabaco e de grãos como milho safra e safrinha, soja, arroz e trigo, e na criação de frangos e suínos, as culturas alternativas, também denominadas de secundárias, não têm tanta relevância. Porém, têm a sua importância e significado econômico e comercial. Entre estas culturas, são destaque o amendoim, batata-doce, batatinha, cana-de-açúcar, frutas (citros e rosáceas), hortifrutigranjeiros, moranga kabotiá, pinhão, pipoca, vassouras, erva-mate, além de criações, como leite, mel e peixe.

'As culturas alternativas buscam nichos de mercados locais', frisa o chefe do escritório municipal da Emater/RS-Ascar e engenheiro agrônomo Vicente João Fin. Segundo ele, geralmente elas trazem agregação de renda e ingresso de dinheiro em épocas diferenciadas do ano, com culturas como o morango, amendoim, frutas, aipim - que é arrancado conforme a época indicada. Além disso, Fin salienta as alternativas trazem uma possibilidade de rotação de culturas dentro da propriedade e aproveitamento de áreas específicas para determinadas culturas, como por exemplo, quase todas as propriedades têm banhados e estes poderiam ser utilizados para a produção de arroz sequeiro. 'O problema é que não tem descascador de arroz em Venâncio Aires.'

Se eu tivesse mercado, esta fruta iria me proporcionar um retorno maior por hectare do que o tabaco'.

LAURO KIST
Agricultor familiar

Além disso, observa Fin, as culturas secundárias proporcionam a sucessão rural, porque elas podem ser alternativas dependendo do que já vem sendo desenvolvido dentro da propriedade, uma cultura que demanda maior espaço e ocupe maior quantidade de mão de obra.

Fruticultura 

Com uma produção de 400 pés de bergamota da variedade Murgot, o produtor Lauro Kist, morador de Vila Arlindo, está entre aqueles que investem na produção de culturas alternativas e agregação de renda ao tabaco - que é a atividade principal e à criação de peixes. As entregas das frutas são para o Programa de Aquisição de Alimentos (PÁA) e para o Programa Nacional de Merenda Escolar (PNAE), que ele iniciou no mês de agosto. Kist acredita que vai entregar em torno de 150 caixas com 25 quilos em cada uma.

Este ano, segundo o agricultor, a produção ficou abaixo do esperado devido a diversos fatores, entre eles, as condições climáticas adversas. Porém, as florações das frutíferas este ano, aliadas aos tratos culturais, animam Kist, que tem a expectativa de se não ocorrer nenhuma intempérie climática, de colher mais de 500 caixas da fruta na próxima safra.

'O grande entrave continua sendo a comercialização. Quando o produtor vai aumentar a produção para ter uma estabilidade, ele esbarra na comercialização por não ter escala e se ele fizer escala, ele não tem mercado e não tem para quem vender'.
VICENTE JOÃO FIN
Chefe do escritório municipal da Emater/RS-Ascar

 

Fonte: Folha do Mate
Créditos e foto:  Edemar Etges

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