Danças melhoram a saúde e bem estar de mulheres rurais

Publicado em 07/05/2018 às 14h05

Curso complementa atividades diárias das mulheres ruraisDurante dois dias por semana, uma hora por noite, um grupo de mulheres de Linha 17 de Junho vai ao encontro de saúde e bem estar. É com a dança que elas se divertem e colocam os exercícios físicos em dia. As aulas são ministradas pela profissional de Educação Física, Simone Turcatto, e vem ocorrendo no salão da Associação Ipiranga, desde o dia 30 de novembro de 2016.

'A própria agilidade, a resistência, a forma de caminhar no dia a dia mudou muito a partir do momento em que comecei a fazer os exercícios, pois não canso mais tanto na hora de ir para a roça. O curso facilita também o nosso trabalho na lavoura, e acima de tudo, temos muito mais saúde', afirma Adriani Inês Endler, uma das participantes. 'Participo porque faz bem para a saúde e para a alma. É um entretimento e alivia o estresse do dia a dia. Damos muitas risadas e fazemos novas amizades e nos aproximamos mais entre nós.'

Ao falar do seu trabalho, Simone conta que leva muito em consideração o trabalho do dia a dia das mulheres rurais, que exige bastante esforço físico. Os exercícios são direcionados para soltar a musculatura, visando a redução das dores e também o bem estar delas. 'É um momento reservado somente para elas. Utilizo um pouco de todos os estilos de música e ritmos, não determino um específico', afirma a professora.

 

Elas saem das danças e afirmam que dormem melhor, se sentem renovadas e este é o intuito das aulas também'.
SIMONE TURCATTO, profissional de Educação Física.

As aulas ocorrem sempre nas segundas e quintas-feiras, das 19h30min às 20h30min - no horário de verão é das 20h às 21h. Nas segundas, Simone realiza o trabalho voltado a soltar a movimentação de braços e pernas em geral e, nas quintas-feiras, o foco é na parte aeróbica, a parte da musculatura das pernas e movimento mais fixo. Simone salienta que tenta oferecer exercícios variados, mas o mais importante para elas, é tirar este momento para se cuidarem. 'É a possibilidade de trazer a saúde para perto delas. É um momento de bem estar, lazer da atividade física com prazer. Durante dois dias, por duas horas, elas vão ao encontro da saúde. Sempre brinco que da porta para dentro, elas são minhas', frisa.

 

DEMANDA

Adriani é uma das idealizadoras do curso e lembra que no início, as atividades reuniram em torno de 50 participantes, das mais diversas idades. Agora, o número de participantes oscila entre 30 a 35 e no inverno, fica na média de 27. Adriani observa que a ideia de promover o curso surgiu depois que a comunidade solicitou à Administração Municipal a construção de uma academia ao ar livre, a exemplo do que ocorreu em diversas localidades do interior. 'Porém, nunca fomos atendidos', frisa. 

Para ministrar as aulas, o grupo contatou com diversas academias do centro da cidade mas não teve sucesso, pois todas afirmaram que era muito perigoso se deslocar à noite para o interior, ainda mais no inverno. Com isso, o grupo convidou a profissional de Educação Física, Simone Turcatto, que aceitou o convite. 'Ela aceitou a nossa proposta e está dando certo.'

 

SANTA EMÍLIA

Nas terças e sextas-feiras à noite, Simone ministra aulas para um grupo de mulheres da comunidade São Pedro de Vila Santa Emília no mesmo formato.

 

Fonte: Jornal Folha do Mate
Créditos e foto: Edemar Etges

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