Demandas do Caps II são apresentadas ao prefeito

Publicado em 29/06/2018 às 14h04

Equipe se reuniu com o prefeito na manhã de terça-feiraProfissionais do Centro de Atenção Psicossocial (Caps) II de Venâncio Aires se reuniram com o prefeito Giovane Wickert, na manhã de terça-feira, 26, para explanar sobre o serviço e apresentar demandas do setor. Ampliação da equipe, contratação de um profissional que atue, diariamente, na limpeza do local e a garantia das refeições para pacientes estão entre as reivindicações. 

O objetivo, de acordo com a equipe é garantir que o serviço consiga cumprir sua função preventiva e de acompanhamento adequado dos pacientes. Em relatório entregue ao prefeito, os profissionais atentam para a importância do trabalho de matriciamento - um processo de construção compartilhada junto à rede de atenção básica. 

Por meio dele, profissionais do Caps vão até postos de saúde para conversar com as equipes sobre saúde mental, esclarecendo dúvidas e possibilitando que parte dos casos sejam atendidos nas próprias unidades, priorizando o atendimento do Caps a pacientes mais graves.

Entretanto, com o grupo de funcionários reduzido, o trabalho não tem ocorrido conforme o previsto. Da mesma forma, as ações têm sido dificultadas pela falta de um terapeuta ocupacional e de oficineiros no quadro de profissionais, e pela carga horária reduzida de psiquiatra (10 horas semanais) e psicólogas (uma com 16 e outra com 20 horas semanais). 'Apesarem de ser 17 profissionais, na maioria dos casos, a carga horária é reduzida, com menos de 20 horas semanais. A psiquiatra atua apenas 10 horas por semana', observa a coordenadora Regina Freitas Marmitt. 

No documento entregue ao prefeito, a equipe do Caps II destaca que devido à grande demanda de pacientes em tratamento, está atendendo 'de forma imediatista, sem conseguir fazer um plano terapêutico singular adequado para cada paciente'.

Regina explica que as oficinas têm papel importante na reinserção social dos pacientes e na preparação deles para ingresso no mercado de trabalho. 'Quando contávamos com uma terapeuta ocupacional, ela realizava essa atividade e, inclusive, fazia contatos com empresas, para possibilitar que os pacientes voltassem a trabalhar. Em muitos casos, os pacientes ficam afastados da comunidade, ao longo do tratamento, e as oficinas são uma forma de promover o convívio e a reinserção social', afirma. Atualmente, o Caps II conta com um oficineiro de música e a oficina de hora do conto, realizada de forma voluntária pela bibliotecária Rosaria Costa.

 

PREVENÇÃO

Outro aspecto destacado pela equipe do Caps é a necessidade de reforçar o trabalho preventivo na área da saúde mental, considerando o aumento no número de encaminhamentos de pacientes e nos índices de suicídio do município - só no ano passado, foram 19 casos. 
De acordo com a Assessoria de Comunicação e Marketing da Prefeitura, os pedidos serão analisados pela Administração e debatidas com o secretário municipal de Saúde, Ramon Schwengber.

 

 769 pacientes aguardam por atendimentos psiquiátricos. A demanda reprimida ainda 
conta contempla 80 pessoas para atendimento psicológico.

70 pessoas passam, em média, pelo serviço, a cada dia, para consultas, 
retirada de receitas e participação em grupos, entre outros procedimentos. 

1,9 mil pacientes são atendidos pelo Caps, incluindo a microrregião de Vale Verde, Passo do
Sobrado e Mato Leitão. Entre eles, 165 necessitam de acompanhamento regular e intensivo.

 

 DEMANDAS

- Aumento da equipe que possibilite psiquiatra por 30 horas semanais; dois psicólogos com 40 horas semanais, cada; assistente social por 20 horas semanais; terapeuta ocupacional com 40 horas semanais e oficineiros.

- Carro disponível por, pelo menos, dois turnos por semana, para realização de visitas domiciliares e trabalho de matriciamento junto à atenção básica.

- Permanência do café da manhã, almoço e lanches para os pacientes intensivos, conforme previsto na legislação dos Caps.

- Higienização adequada do serviço, por se tratar de um espaço de saúde.

- Disponibilização de transporte para saídas com os pacientes, por se tratar de um instrumento de socialização e inserção social e cultural.

- Existência de um coordenador de saúde mental no Município.

- Residencial terapêutico, devido aos processos de desinstitucionalização.

 

Fonte: Jornal Folha do Mate
Créditos: Juliana Bencke 
Foto: Adriene Antunes / AI Prefeitura

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