Desafio da sucessão rural atinge mais de 60% das famílias de Venâncio

Publicado em 26/07/2018 às 16h38

O Dia do Colono Imigrante serve também como reflexão para o setor primário. Em Venâncio Aires – segundo município em número de pequenas propriedades rurais – a realidade também é de buscar alternativas para garantir a sucessão rural. Esta não é uma tendência só da Capital do Chimarrão, porém, com a concentração da agricultura familiar, o assunto ganha mais força. Conforme dados do escritório venâncio-airense da Emater-RS, apenas 37% das propriedades do município possuíam sinalizações de sucessão rural. O percentual foi alcançado em 2010 e será colocado em avaliação após conclusão do Censo Agropecuário, que terá os resultados divulgados no mês de agosto.

Atualmente Venâncio Aires possui 5.160 propriedades rurais, concentrando 7.800 famílias. Para o chefe do escritório local da Emater, Vicente Fin, o assunto precisa ganhar destaque na comunidade e forças políticas. “O desafio da sucessão não é uma privilégio só de Venâncio Aires, é de todo o país. É reflexo também da falta de políticas públicas que garantam condições de mercado para a agricultura familiar, sem dúvidas,” destaca.

Com menos de 50% das propriedades da Capital do Chimarrão com condições para promover a sucessão rural, o desafio é de incentivar a permanência dos jovens no campo. “Mesmo sendo dados de 2010, coletados pela equipe do escritório, os indicativos que temos é de um maior envelhecimento do meio rural. Isso também já é demonstrado pelos dados preliminares do Censo Agropecuário,” explica Fin.

 

DESAFIOS

O Instituto Nacional de Geografia e Estatísticas (IBGE) tem realizado, desde 2017, a coleta de informações para atualizar o Censo Agro. Entretanto, parte das informações acabam ficando de fora. Conforme a equipe da Emater, parte das propriedades não estão sendo incluídas nas entrevistas, já que o órgão leva em consideração apenas propriedades que produzem para comercialização.

“Por isso muitos locais não entram nas entrevistas, já que tem a sua produção para consumo próprio. Por isso teremos que fazer um cruzamento de informações, com o que temos na Emater e as informações oficiais,” destaca.

Sucessão depende de políticas públicas

Cerca de oito milhões de jovens brasileiros residem no meio rural, segundo os dados mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com idade de 18 a 29 anos, eles foram responsáveis por acessar 37,4% dos recursos destinados ao Programa Nacional de Crédito Fundiário (PNCF), entre os anos de 2002-2016.

Segundo a Emater, a sucessão rural precisa ser pensada diretamente com os conselhos de agricultura e o poder público. Para Fin, os investimentos para o campo precisam ser discutidos pela comunidade, que apontará as prioridades. “É preciso garantir que o governo federal canalize recursos para os municípios. Isso depende de discussão dos conselhos que apontarão prioridades de investimentos. São os moradores do campo que sabem das suas necessidades,” destaca.

 

MERCADO

Aliado a isso, os conselhos apontam a necessidade de criação de políticas públicas para garantir venda de produtos da agricultura familiar. O principal desafio é justamente o de garantir comércio para a produção dos produtores. Atualmente, segundo Fin, não há segurança para o produtor rural produzir mais e vender no comércio local.

 

Fonte: Jornal Olá
Foto: Divulgação/Min. Desenvolvimento Agrário

 

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