Dirigente sindical defende ensino voltado à qualificação dos alunos

Publicado em 26/07/2018 às 16h30

Walker: 'Sem apoio governamental'No caso das escolas do interior, a adaptação do currículo escolar tem como foco a sucessão
rural. 'O nosso sonho é que os alunos do interior tenham a mesma facilidade e direito de cursarem uma faculdade e que houvesse no currículo, uma especialização que cada família pudesse ter um técnico agrícola e que houvesse mais agrônomos à disposição dos agricultores familiares para a qual eles possam produzir alimentos com mais qualidade', frisa o tesoureiro do Sindicato dos Trabalhadores Rurais (STR) de Venâncio Aires, Elemar Walker.. Isto, observa ele, faria uma mudança muito grande no país porque, na medida em que a agricultura familiar perde a juventude, ela vai regredir e se torna tudo mais difícil para voltar e recuperar isto novamente.

 

POLÍTICAS PÚBLICAS

Um dos fatores para isto estar ocorrendo, segundo Walker, é a falta de políticas públicas que as entidades sindicais vivem buscando há anos, as quais, muitas vezes, conseguem implantá-las, mas as verbas destinadas para elas, não chegam às mãos dos agricultores familiares e assim, eles desistem de continuar.

Para a sucessão rural, o dirigente defende o envolvimento total dos políticos de todas as frentes para lutar para que o governo tivesse políticas públicas para que haja a sucessão rural, pois sem ela, haverá muitas dificuldades no no país.

 

IMPLANTAÇÃO

Tanto a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetag/RS) e sindicato já procuraram os três níveis de governos para implantar escolas agrícolas o que, em termos de estado, conseguiram. Porém, os alunos encontram dificuldades em acessar estas escolas porque em muitos casos, os pais não têm como subsidiar os filhos durante o período em que eles frequentam e com isso, deixam de colocá-los para que aprendem melhor sobre a agricultura. 'Uma das dificuldades que enfrentamos é não conseguir o apoio governamental para que os recursos sejam destinados para os agricultores familiares, para que estes possam custear uma faculdade para que os filhos possam estudar e se formarem. Outra dificuldade é a falta de interesse político para que a agricultura familiar continue e que tenha a sucessão necessária para a produção de alimentos', observa Walker.

'A sucessão somente vem por meio de preços justos e comercialização garantida e isto ocorrendo, certamente, teremos novamente o interesse do jovem agricultor permanecer no interior produzindo os alimentos'.
ELEMAR WALKER
Tesoureiro do STR de Venâncio Aires.

 

Conceito

Um dos conceitos que vem sendo trabalhado nos últimos anos, é a educação no campo, ou seja, as escolas precisam ter uma identidade voltada com a agricultura e com a realidade do meio rural. Com isso, a escola do campo não precisa necessariamente estar no meio rural. Hoje, apenas 2,5% das escolas de ensino médio estão localizadas no meio rural, o que significa que a maioria está localizada nos meios urbanos e 90% do público que elas atendem são filhos de produtores. Esta identidade ainda falta. Esta escola, se ela tem um projeto político pedagógico adequado, pode ser considerada como escola do campo. 'Esta identidade ainda falta, pois não é simplesmente aquela escola que está lá no meio rural ou numa comunidade agrícola que tem que ter uma proposta pedagógico adequada, pois esta também atinge escolas que estão dentro das áreas urbanas', acentua Adair Pozzebon, secretário executivo da Associação Gaúcha de Pró-Escolas de Famílias Agrícolas (Agefa), mantenedora da Escola Família Agrícola de Santa Cruz do Sul (Efasc).

 

Fonte: Jornal Folha do Mate
Créditos e foto: Edemar Etges

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