Embalagens vazias de agrotóxicos têm destino certo há 17 anos

Publicado em 01/11/2017 às 21h24

Criado em 2000, programa já retirou 14,8 milhões de embalagens do campoO Programa de Recebimento de Embalagens Vazias de Agrotóxicos, desenvolvido pelo Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco), foi um dos temas do primeiro dia de trabalho do Agro-Phyto 2017, do Centro de Cooperação para Estudos Científicos em Tabaco (Coresta). Cientistas do tabaco de 22 países se reuniram em Santa Cruz do Sul e conheceram o case de sucesso que já retirou 14,8 milhões de embalagens do campo, destinando-as para centrais de recebimento e triagem credenciadas pelo Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (inpEV).

A apresentação ocorreu no dia em que o programa completou 17 anos, na segunda-feira, 23. O coordenador do programa, Carlos Sehn, repassou informações sobre o processo de coleta e como ela beneficia os pequenos produtores integrados ao setor, além de toda a sociedade. 'Ao recolher as embalagens, o programa preserva o meio ambiente, assegurando ainda a saúde e a segurança do produtor e da sua família', destacou.

Programa
Durante o Agro-Phyto, Sehn apresentou alguns dados sobre o programa: ele foi criado no ano 2000, o programa antecedeu a legislação de 2002 que determina a devolução das embalagens às suas respectivas origens; atualmente, 550 municípios do Rio Grande do Sul e Santa Catarina são atendidos pela coleta itinerante que percorre 2,6 mil pontos de recebimento na zona rural; o programa beneficia um universo de 120 mil produtores de tabaco gaúchos e catarinenses, com comodidade e segurança na devolução dos recipientes tríplice lavados em pontos de coleta localizados próximos de suas propriedades; ao todo, oito regiões produtoras de tabaco fazem parte do roteiro; até 23 de novembro, o programa itinerante percorre a região Noroeste do Rio Grande do Sul, beneficiando 128 municípios produtores de tabaco. A partir de 04 de dezembro até 24 de janeiro, será a vez do Litoral Sul de Santa Catarina; e, quem adere ao programa e entrega as embalagens tríplices lavadas, ganha recibos - fundamentais para apresentação aos órgãos de fiscalização ambiental.

'O número de embalagens recolhidas pelo programa do setor pode dar a impressão de que utilizamos muito agrotóxicos, quando na verdade somos o que menos utiliza, segundo apontaram pesquisas. Além disso, os produtores de tabaco podem destinar ainda as embalagens utilizadas em outras culturas', destaca o presidente do SindiTabaco, Iro Schünke. De acordo com pesquisa conduzida pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq-USP), o tabaco está entre as culturas que utilizam menos ingredientes ativos por hectare, em torno de 1,1 quilo de IA/ha.

 

Fonte: Jornal Folha do Mate
Créditos: Edemar Etges 
Foto: Divulgação / Banco Imagens/SindiTabaco

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