Empresas retomam produção com o fim da greve

Publicado em 02/06/2018 às 18h04

A produção nas indústrias de Venâncio Aires é retomada com o fim da greve dos caminhoneiros nesta quarta-feira, 30. Algumas já voltaram às atividades ainda no feriado, 31, como é o caso do frigorífico Boi Gaúcho, em Mariante. O proprietário Neri do Nascimento explica que a fábrica levará uma semana para colocar em dia a produção atrasada e que ainda há cargas que precisam chegar ao seu destino. O prejuízo estimado é de R$ 100 mil por dia

No frigorífico Kroth o abate de animais recomeçou nesta sexta-feira, 01, e ocorrerá neste sábado, 02, como forma de compensar os dias parados. O embarque já está previsto para este domingo, 03. Já no Frigorífico Sapé o trabalho voltou ainda na quinta-feira, 31, à noite. Sem conseguir entregar a carga abatida e nem receber matéria prima para o processamento as empresas suspenderam o abate e a produção no dia 24.

As metalúrgicas retornam ao trabalho na segunda-feira, 04, com exceção da Venax que conseguiu manter a produção até o final da semana porque possuía matéria prima suficiente. As fumageiras Alliance One e a China Brasil Tabacos retornaram ainda na sexta-feira, 01.

 

PREJUÍZOS

O Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco) estima que R$ 50 milhões deixaram de circular diariamente na economia com a paralisação da compra de tabaco. Com relação às exportações, até o momento cerca de US$ 60 milhões deixaram de ser embarcados. Os prejuízos também se somam às horas paradas de cerca de 10 mil trabalhadores.

A greve atingiu o processo das empresas devido à falta de insumos para operação de caldeiras e empilhadeiras como o gás GLP, óleo combustível e lenha. Os serviços terceirizados de transporte e de alimentação dos trabalhadores também foram comprometidos devido à falta de diesel, gás e alimentos. Há ainda uma preocupação com o produto que está nos caminhões e que pode ter sua qualidade prejudicada pela temperatura e umidade.

A Associação Brasileira de Proteína Animal prevê que os custos para a recuperação da normalidade do processo deverão ser 30% acima do anteriormente praticado. Cerca de 135 mil toneladas de carne de aves e de suínos deixaram de ser embarcadas desde o início da greve.

 

Fonte: Jornal Olá

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