Escolas trabalham cultura e história afro e indígena

Publicado em 19/10/2017 às 09h55

Por meio de atividades lúdicas, crianças conhecem a história indígenaSentados em círculo, os alunos da Escola Municipal de Educação Infantil (Emei) Osmar Armindo Puthin, brincam de 'Escravos de Jó'. No centro da roda está Sabina, a boneca negra que percorre as instituições da rede municipal, em um projeto que estimula o trabalho da cultura e da história afrodescendente.

Sabina é só uma boneca, mas carrega consigo uma história de luta e enfrentamento ao preconceito racial. O próprio nome é uma homenagem à mãe de Zumbi dos Palmares - símbolo da resistência negra contra a escravidão. 

De acordo com a professora Silvania Inês de Carvalho, responsável pela cultura afro e indígena na Secretaria Municipal de Educação, as atividades com a boneca são uma maneira de inserir a história e a cultura dos negros nas atividades das escolas. "É algo simples, mas um resgate. Faz com que os negros não sejam lembrados apenas em datas específicas. Os professores buscam formas diferentes de trabalhar, as crianças aprendem e todo mundo ganha com isso", destaca. 

'Muitas vezes, a escola é onde a exclusão ocorre. Ela tem esse papel importante de desconstruir isso. É na escola que as coisas acontecem. Quando mais cedo isso for trabalhado, menos exclusão teremos", Silvania Inês de Carvalho, professora.

A boneca Sabina permanece cerca de uma semana em cada escola. Além dela, o boneco Curumin também percorre as instituições, em um trabalho sobre indígenas. Em cada local, eles chegam acompanhados de um tema para ser abordado com as crianças da pré-escola. Os assuntos abordam desde música e religiosidade, até culinária, vocabulário, música e artes. 

O trabalho promovido pela Secretaria de Educação começou no ano passado e a ideia é que, nos próximos meses, as Escolas Municipais de Ensino Fundamental (Emef) também entrem no 'roteiro de visitas' dos bonecos. A ideia é de que, no próximo ano, um livro reúna os relatos das experiências com alunos de pré-escola. "Essa história não é contada na maioria dos livros, que só abordam a partir do Descobrimento do Brasil. É preciso mostrar o que havia antes, começando na educação infantil."

Música

Na Emei Osmar Armindo Puthin, a música foi o assunto enfocado durante a permanência de Sabina e de Curumin na instituição. Como culminância das atividades, as turmas realizaram apresentação de canções como 'Escravos de Jó', para os demais alunos da escola, na semana passada, com vestimentas e acessórios alusivos à cultura dos povos. "A avó de uma aluna fez bandanas afro para as meninas usarem", conta a diretora Leni Teresinha de Lima.

 

Fonte: Jornal Folha do Mate
Créditos e foto: Juliana Bencke

 

 

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