Estado inicia segunda etapa da vacinação contra febre aftosa

Publicado em 31/10/2018 às 15h01

 Produtores têm papel fundamental na prevenção da doençaDurante todo o mês de novembro, o Departamento de Defesa Agropecuária (DDA), da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Irrigação (Seapi) estará realizando a segunda etapa da campanha de vacinação contra a febre aftosa. A vacinação é obrigatória para os bovinos e búfalos de 0 a 24 meses de idade e o objetivo é a proteção do rebanho gaúcho contra esta grave doença, altamente contagiosa e responsável por grandes prejuízos econômicos e sociais ao Estado.

O coordenador da Inspetoria de Defesa Agropecuária (IDA) de Venâncio Aires e médico veterinário, Antônio Borges Werner, informa que nesta etapa, não haverá doação de vacinas contra a febre aftosa pela Seapi/RS. Sendo assim, todos os produtores, independente da quantidade de bovídeos que possuam, deverão comprar a vacina nas casas agropecuárias credenciadas, dentro do prazo da etapa.

Borges reforça a importância do papel do produtor rural para manter o Rio Grande do Sul livre da febre aftosa. 'Proteja seu rebanho e comprove a vacinação durante o mês de novembro', orienta, acrescentando que aqueles que não realizarem ou não comprovarem a imunização do seu rebanho, no período estabelecido pela Seapi/RS, estarão sujeitos à autuação, conforme determinado no Decreto Estadual n° 52.434/2015 e terão sua propriedade interditada até que regularizem a vacinação. ' Produtor, vacine os seus bovinos e apresente na inspetoria a nota fiscal da compra da vacina anti-aftosa e declare os animais vacinados até 7 de dezembro.'

Produtor, mesmo que não tenha animais na idade citada, compareça para atualizar seu rebanho'. 
ANTÔNIO BORGES WERNER - Fiscal estadual agropecuário

CONSERVAÇÃO

Werner chama atenção que a conservação das doses de vacinas é muito importante para a garantia da eficiência do produto. As doses devem permanecer, desde a compra até o momento do uso, sob refrigeração e devem ser aplicadas em até cinco dias corridos após a aquisição, pois os refrigeradores domésticos nem sempre mantêm a temperatura apropriada à conservação da vacina. 'Nunca coloque os frascos no freezer ou congelador, pois o congelamento anula o efeito de imunização do produto', orienta. Ainda segundo Werner, é importante o produtor também comunicar imediatamente à IDA caso existam animais na propriedade com sintomas suspeitos de febre aftosa - babando ou mancando, para averiguação dos médicos veterinários da Seapi/RS.

 

MEDIDAS

A vacinação é um mecanismo importante para reduzir a disseminação da febre aftosa, levando em consideração que a doença é altamente contagiosa e de rápida dispersão, entretanto não impede a reintrodução do vírus em zonas livres. Por isso,observa Werner, outras medidas são importantes para a prevenção, como: adquirir animais por meio da Guia de Trânsito Animal (GTA); vistoriar o rebanho rotineiramente e isolar animais doentes dos sadios, notificando a IDA a respeito de qualquer animal com sinais compatíveis (babando, mancando, com lesões de boca/focinho/patas/úbere); restringir o acesso de visitantes e veículos estranhos à propriedade e quando for necessário, realizar a pulverização de rodas e assoalho externo com soluções desinfetantes na entrada e saída, após remoção da matéria orgânica, principalmente em caminhões; restringir contato dos animais da propriedade com aqueles de propriedade vizinhas, na medida do possível; evitar que animais bebam de fontes de água comum a outras propriedades, como de rios, riachos e córregos; adquirir somente produtos de origem animal inspecionados; e, colaborar com as ações de fiscalizações da IDA.

 

NÚMEROS 

15 mil é a estimativa de animais a serem imunizados em Venâncio Aires.

1,5 mil é o número estimado de animais a serem vacinados em Mato Leitão.

4.750 milhões  é a estimativa do total de animais a serem imunizados no Rio Grande do Sul.

300 mil A estimativa é que este total de produtores estará envolvido no processo.

90% é a meta a ser atingida com a cobertura vacinal superior.

 

Fonte: Folha do Mate
Créditos e foto: Edemar Etges 

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