Falta de placas dificulta localização em Venâncio

Publicado em 11/10/2017 às 10h26

Souza enfrenta diariamente o problema da falta de identificação das ruas, nas Taxista há 15 anos, Jairo de Souza, 52 anos, lida diariamente com um problema que não é novo e não tem solução definitiva prevista: a falta de placas de sinalização em Venâncio Aires. 'É bem complicado. Muitas vezes, a pessoa liga para pedir uma 'corrida', mas a gente não acha', conta. A solução é parar nas casas e pedir informações, o que, muitas vezes, atrasa a chegada à casa do cliente. 'Praticamente, temos que adivinhar.'

O problema antigo, que já faz parte da rotina de Souza e de profissionais como carteiros e entregadores, é evidenciado em pesquisa realizada por estudantes da Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc) Venâncio Aires. Integrante do projeto Barômetro Atitudinal, coordenado pelo professor Carlos Mello Moyano, o levantamento mostrou que, para 95,4% dos entrevistados, a identificação e sinalização das ruas do município é uma necessidade.

A pesquisa, que abrangeu 197 pessoas, também apurou que 72,8% das pessoas consideram as estradas do interior 

Weschenfelder confeccionou placas indicando a sede da Assesp, em Grão-Pará, mas elas foram destruídas no temporal do dia 1º

mal sinalizadas e 61,4% concordam que os principais pontos turísticos da Capital Nacional do Chimarrão estão mal identificados.

Presidente da Associação Esportiva São Pedro (Assesp), de Linha Grão-Pará, Cláudio Weschenfelder, 46 anos, espera, há anos, pela instalação de placas de sinalização próximo da localidade. Em 2015, o time de futebol da Assesp participou, pela primeira vez de um campeonato regional. Como equipes de outros municípios começaram a vir à Linha Grão-Pará para as partidas, Weschenfelder reforçou à Prefeitura a demanda da colocação de placas.

Como a sinalização oficial não veio, ele mesmo mandou confeccionar duas placas de PVC indicando a sede da associação. As placas foram pregadas em postes de madeira - uma, na entrada para a localidade e outra na RSC-453. 'Praticamente todo fim de semana recebemos times de outros municípios. Como não tem sinalização, muita gente sempre tem que me ligar para perguntar como se chega na Assespe.'

Alto custo 

Secretária municipal de Planejamento, Orçamento e Gestão, Jalila Stahl Böhm Heinemann afirma que a instalação progressiva de placas indicativas de ruas e a sinalização viária, turística e de serviços está no plano de governo da Administração Municipal. 'Temos que buscar recursos, por meio de parcerias ou emendas parlamentares', explica. 

De acordo com ela, a instalação das placas tem custo elevado, o que dificulta o investimento. 'Não é com qualquer recurso que se faz, pois é preciso um material resistente e padrão', argumenta. Jalila cita, por exemplo, que na emenda parlamentar para revitalização das praças e sinalização viária, de 2015, cada uma das seis placas teve custo estimado de R$ 3,5 mil - incluindo parafusos e demais materiais que compõem cada peça. 'Hoje, com certeza, o valor seria mais alto.'

Outra questão observada pela secretária é que a instalação de placas em rodovias fica por conta do Departamento Autônomo de Estradas de Rodagens (Daer) ou a Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR). 'Quando a jurisdição é do Daer ou concessão da EGR, precisamos solicitar a eles.'

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72,8% dos entrevistados na pesquisa da Unisc consideraram que as estradas da área rural são mal sinalizadas.

 

Fonte: Jornal Folha do Mate
Créditos: Juliana Bencke
Fotos: Juliana Bencke e Alvaro Pegoraro 

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