Famílias se mobilizam e pedem o fim da greve nas escolas estaduais

Publicado em 20/10/2017 às 09h44

Pais e alunos programam protesto em frente ao CAJ, no fim da tardeA greve do magistério que já dura 45 dias e não tem previsão de término, de acordo com Centro de Professores do Estado do Rio Grande do Sul (Cpers/Sindicato), preocupa pais e estudantes da rede estadual de ensino.

A partir das 17h30min de hoje, está marcado um protesto em frente à Escola Estadual de Ensino Médio Cônego Albino Juchem (CAJ). "Será uma manifestação pacífica, mas para mostrar que pais e alunos estão preocupados com o retorno das aulas", destaca o pai Alex Mohr. No fim da tarde, também está agendada reunião de professores e funcionários da instituição, que vem ocorrendo semanalmente para definir a continuidade da paralisação. 

O assunto também será levado à sessão da Câmara de Vereadores, na segunda-feira, 23. Mãe de dois estudantes, de 12 e 14 anos, e presidente do Conselho Escolar da Escola Estadual de Ensino Médio Monte das Tabocas, Fabiane Cristina Bergmann, 32 anos, protocolou pedido para utilizar a tribuna da Câmara. "Não temos nada contra os professores e o direito deles fazerem greve. Nossa preocupação é com os alunos. Eles estão sendo prejudicados", salienta. 

Ao todo, em torno de quatro mil estudantes estão sem aulas, em Venâncio Aires, desde 5 de setembro, em quatro escolas. Além disso, outras duas instituições estão com paralisação parcial, em adesão ao movimento que reivindica o fim dos parcelamentos salariais dos servidores, por parte do Governo do Estado, e a retirada de projetos que tramitam na Assembleia Legislativa e afetam direitos trabalhistas dos educadores. 

Para Fabiane, o fato de estarem há um mês e meio longe da escola faz com que os estudantes esqueçam os conteúdos estudados, além de prejudicar quem fará vestibular ou Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). "Nossa preocupação é como essas matérias serão recuperadas. Todos os dias, pais me procuram para perguntar quando voltam as aulas. Vou até a Câmara representando todos esses pais", afirma. 

Moradora do bairro Coronel Brito, Jocasta de Brito Amaro, 29 anos, reforça as colocações de Fabiane. "Estamos lutando pelos direitos das crianças", ressalta ela, que é mãe de dois alunos, de 6 e 10 anos, da Escola Estadual de Ensino Médio Cônego Albino Juchem. "Sabemos de muitas famílias que estão deixando os filhos sozinhos em casa, pois os pais têm que trabalhar. Lugar de criança é na escola, a educação é um direito deles."

Protesto em Estância Nova

O empresário Airton José dos Santos, 46 anos, é pai do estudante Jean Augusto dos Santos, do 9º ano do ensino fundamental da Escola Estadual de Ensino Médio Adelina Isabela Konzen. Junto de outros pais e alunos, Santos e o filho organizam um protesto para segunda-feira, às 13h30min, em frente ao colégio, em Vila Estância Nova. "Queremos o fim da greve. Estamos preocupados porque não tem previsão de voltarem as aulas", ressalta.

Assim como Jocasta e Fabiane, Santos considera que o direito dos alunos à educação tem sido afetado com a paralisação. "Meu filho quer ir estudar no IFSul no ano que vem. Mas como vai ir se não conseguir terminar o ano letivo?", questiona.

Escolas em greve

Adelina Isabela Konzen - Paralisação total
Cônego Albino Juchem - Paralisação total/reunião dos professores e funcionários, hoje
Crescer - Paralisação total
Monte das Tabocas - Paralisação total
Sebastião Jubal Junqueira - Paralisação parcial
Wolfram Metzler - Paralisação parcial

 

Fonte: Jornal Folha do Mate
Créditos e foto: Juliana Bencke 

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