Fim de ano de 'cinto apertado' nas finanças públicas

Publicado em 15/10/2018 às 09h06

Passadas as eleições e a Conferência das Partes, prefeito Giovane Wickert volta as atenções para o encerramento do seu segundo ano de governoO prefeito de Venâncio Aires, Giovane Wickert, confirmou na tarde de ontem que os últimos meses de 2018 serão marcados pela intensificação das medidas de economia. O esforço, segundo ele, será no sentido de equilibrar as finanças públicas, em razão da dificuldade de geração de novas receitas.

Entre os cerca de 20 itens em análise pelo Executivo, constam as possibilidades de cortes de cargos em comissão (CCs) e funções gratificadas (FGs); lançamento de contribuição de melhorias, vendas de bens móveis e imóveis; aumento na arrecadação com Refis Judicial; e os ajustes em despesas de manutenção e pessoal.

Especificamente sobre cortes de CCs e FGs, o prefeito afirmou que 'não há posicionamento quanto a esse assunto', acrescentando que anúncios relacionados à contenção de despesas devem ser feitos 'depois de alguns encontros internos que teremos até o fim da próxima semana'.

Wickert também quer tomar conhecimento do exato valor de repasses atrasados do Governo do Estado, para buscar diálogo com os representantes do Piratini no sentido de reaver recursos que foram antecipados pela Administração para a manutenção de serviços. Os repasses para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) - R$ 90 mil mensais -, por exemplo, não são creditados desde abril e, assim, já ultrapassam R$ 500 mil.

Salários e 13º

Wickert garantiu que a 'ginástica' de fim de ano garantirá a manutenção de frentes de trabalho pela cidade, além de salários e a segunda parcela do 13º do funcionalismo em dia. 'Alguns municípios estão desacelerando obras e atrasando ou parcelando salários. Nós estamos abrindo frentes de obras e priorizando o pagamento do funcionalismo', disse.

O chefe do Executivo assegurou que todas as medidas necessárias serão tomadas para que a saúde financeira do Município não seja prejudicada. Em relação ao déficit - a peça orçamentária de 2018 projetava R$ 9,9 milhões -, Wickert declarou que 'ainda é prematuro afirmar, pois depende dos atrasos do Estado também, mas pode fechar de R$ 2 milhões a R$ 4 milhões'.

Déficit

1 O secretário municipal da Fazenda, Eleno Stertz, informou que, segundo a apresentação do terceiro quadrimestre de 2018, feita recentemente na Câmara de Vereadores, o déficit está na casa dos R$ 3,8 milhões.

2 O titular da pasta acredita, no entanto, que o desempenho pode ser ainda melhor. 'Há condições para repetirmos 2017, quando fechamos com R$ 1,2 milhão de déficit, tendo recebido a Prefeitura, um ano antes, com R$ 3,5 milhões de passivo', comentou.

'Estamos trabalhando para chegar no zero a zero em dezembro. Se não for possível o equilíbrio, queremos chegar o mais próximo possível disso. Se fecharmos com R$ 1,2 milhão ou menos de déficit, já estaremos no lucro.'
ELENO STERTZ
Secretário da Fazenda

 

Fonte: Folha do Mate
Créditos: Carlos Dickow 

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