Gás e gasolina estão mais caros em Venâncio

Publicado em 14/11/2017 às 11h31

Já na semana passada, consumidores que abasteceram o veículo ou compraram um botijão novo de gás de cozinha puderam perceber um novo valor nesses produtos. A mudança diz respeito a aumentos repassados pela Petrobras e empresas comercializadoras desses itens.

O gás de cozinha, em Venâncio, por exemplo, está em média R$ 4 mais caro desde a última semana - levando em consideração valores repassados por cinco empresas do ramo. Já o valor médio do litro da gasolina comum à vista passou de R$ 4,18 - valor apurado pela Folha do Mate no dia 3 - para R$ 4,24 - resultado de levantamento realizado ontem com oito postos de combustíveis.

Os representantes dos estabelecimentos atribuem o aumento do valor do combustível a reajustes repassados quase que diariamente pela Petrobras que alteram os preços dos produtos nas refinarias. Conforme o levantamento, o valor mais barato encontrado no município é R$ 4,10. Em seis postos, o valor praticado é R$ 4,29. Alguns representantes ainda observam que estão previstos novos reajustes no preço devido a aumentos que ocorrerão nas refinarias.

Aumentos também afetam os postos 
Além dos consumidores que sentem no bolso os aumentos dos valores do combustível na hora de abastecer o veículo, proprietários de postos de combustíveis de Venâncio também relatam a dificuldade vivida com os aumentos quase que diários repassados pela Petrobras.

Proprietário de um posto de combustível da região central da cidade, Bayard Klein Filho, comenta que os revendedores não conseguem repassar os aumentos diariamente como a companhia. 'Estamos sofrendo com isso. Está ficando uma situação difícil para o revendedor de combustível a cada dia, porque a nova política que a Petrobras adotou de reajuste tem prejudicado, e muito, o revendedor', relata. Ele ainda acredita que muitas pessoas às vezes utilizam como estratégia para economizar combustível deixar de fazer alguma viagem ou passeio.

Proprietário de outro posto de combustível da região central do município, Fernando Knies, também concorda que os aumentos são negativos para os revendedores de combustível. 'Esse aumento é ruim para nós. Baixa muito o consumo até o pessoal se acostumar. Toda vez que sobe é ruim para o posteiro, não só para o consumidor', destaca. Knies ainda pondera que hoje qualquer posto está tendo apenas de nove a dez por cento de lucro bruto no litro da gasolina comum o que é muito baixo.

Busca por alternativas
Segundo a economista Cíntia Agostini, esses constantes reajustes referentes aos preços do Petróleo são decorrentes de uma mudança da política do Brasil com relação ao valor desse produto.

Anos atrás, o Brasil controlava as alterações de preços, os quais variam de acordo com o mercado internacional. Diferente de antes, agora os preços do petróleo são mudados a curto prazo.

Ela explica que enquanto outros países aplicavam um preço maior anos atrás, o Brasil não fazia o mesmo. Agora ocorre o contrário, pois no exterior os valores reduziram e, no país, aumentou: 'Nesse novo Governo se decidiu alterar os preços como são alterados no mercado internacional e, por isso, com cada 'dança' internacional, nós mudamos aqui'.

De acordo com a economista, o consumidor não tem muitas opções a respeito de como driblar esses reajustes, já que eles afetam produtos de extrema necessidade. No entanto, ela comenta que, a curto prazo, é preciso saber administrar as contas, mas, a médio prazo, é necessário buscar alternativas que sejam mais econômicas. No caso da gasolina, uma dica é usar transporte público. 'Mas as empresas vão precisar repassar esse reajuste, porque não tem o que fazer', observa.

Gás de cozinha aumenta 33,4% em dez meses
Não é apenas a gasolina que tem gerado reclamações por parte dos consumidores, mas, também, o gás de cozinha. Desde junho, quando a Petrobras divulgou a nova política de preços, sempre no dia 5 de cada mês o produto sofre um reajuste.

A reportagem consultou cinco distribuidoras de gás de cozinha de Venâncio Aires e, conforme o que foi verificado, o preço do produto subiu 33,4% de janeiro até este mês, o que, neste caso, equivale a R$ 18,25.

Na semana passada, já foi aplicado um outro reajuste nos estabelecimentos do município que resultou em um aumento de aproximadamente R$ 4. Essa alteração no valor já havia sido informada pela Petrobras há cerca de duas semanas e é justificada por meio da 'alta das cotações do produto nos mercados internacionais, influenciada pela conjuntura externa e pela proximidade do inverno no hemisfério norte'. A Petrobras ainda informou que a variação do câmbio também contribuiu para a necessidade do aumento.

O gás de cozinha mais caro em Venâncio custa R$ 76, enquanto que o mais barato pode ser encontrado por R$ 70. Dos cinco locais consultados, apenas um deles teve conhecimento sobre o reajuste, mas não irá repassar os novos valores. A média do preço do botijão é de R$ 73,80 na cidade.

Reajustes surpreendem 
Segundo o funcionário de uma revendedora de gás de Venâncio, Maicon Ribeiro, como o produto tem sofrido muitas alterações nos preços, é provável que chegue a custar R$ 80 até o fim de dezembro. Sobre o próximo ano, Ribeiro ainda não faz ideia sobre os possíveis valores: 'Porque está aumentando toda a hora'.

A funcionária de uma outra revendedora, Marciana Vogel, conta que está apavorada com os reajustes: 'Só em um mês, às vezes tem dois aumentos'. Na opinião dela, não será uma surpresa se, em dezembro, o produto alcançar os R$ 100. 'Muita gente está dizendo que se continuar assim pode chegar nos R$ 100 mesmo', comenta.

O proprietário de uma revendedora de gás, Delci Ferrari, ressalta que os frequentes reajustes têm sido ruins não apenas para o consumidor, mas, também, para as próprias revendedoras: 'Para nós é muito complicado, porque nós não conseguimos repassar todo o aumento para o consumidor, porque o preço ficaria muito alto'. Além disso, ele conta que os reajustes também o deixam apavorado: 'Nós não sabemos onde isso vai chegar, porque quando a gente menos espera, a Petrobras aumenta o gás'.

 

Fonte: Jornal Folha do Mate
Créditos: Kethlin Meurer e Taís Fortes

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