“A tendência é fechar o ano no vermelho”, diz Giovane Wickert

Publicado em 09/08/2018 às 13h54

Prefeito Giovane Wickert espera um fim de ano de dificuldades, mas destaca que Administração já tem várias conquistasFaltando menos de cinco meses para o encerramento do ano, a questão das finanças da Prefeitura de Venâncio Aires, se não chega a ser desesperadora - como em tantos outros municípios -, é motivo de preocupação. Em entrevista à Folha do Mate, o prefeito Giovane Wickert declarou que 'a tendência é fechar o ano no vermelho'. Segundo o chefe do Executivo, o déficit projetado, de R$ 9,9 milhões, para 2018, foi reduzido quase pela metade, 'contudo tivemos que investir praticamente este mesmo valor de recursos próprios para garantia e conclusão de obras e também para manutenção das contas em dia'.

De acordo com Wickert, 'a ginástica vai continuar sendo diária em relação às contas públicas', com foco no aumento de arrecadação e redução de despesas. O prefeito disse ainda que o remanejamento de rubricas tem sido necessário para o pagamento de contas que chegam primeiro, evitando assim, o acúmulo de dívidas. 'Muitas vezes, temos que remanejar valores em virtude destas insuficiências. A saída tem sido essa e, ao mesmo tempo que conseguimos economizar em alguns setores, precisamos atender outros pontos deficitários. Temos obtido conquistas importantes sem uma descapitalização', afirmou.

 

ELEIÇÕES

Para o prefeito, algumas situações podem levar a dificuldades nos próximos meses do ano. Agosto e setembro, conforme Wickert, costumam ser períodos de menor arrecadação, o que obriga o cuidado ainda maior em relação aos cofres públicos. Outra preocupação é com as eleições de outubro, o que pode frear repasses e investimentos das esferas estadual e federal. Ele cita os atrasos na Saúde como exemplo: 'São mais de R$ 4 milhões e cada vez mais o Município precisa aportar recursos próprios para garantir a continuidade dos serviços. Com isso, muitas vezes, deixamos de agilizar a execução de obras, e todo mundo sabe que obra, quanto mais tempo demora, mais cara fica, pois o reajuste é aplicado'.

Sobre os repasses atrasados da Saúde, o chefe do Executivo teve audiência, ontem, com o secretário estadual, Francisco Paz. Representando a Agência Gaúcha de Consórcios Públicos (AGCONP), ele ouviu do titular da pasta que o Governo do Estado tem planos de colocar o passivo da atual gestão em dia até o fim do ano. 'A intenção é pagar a parcela do mês e mais uma das atrasadas a cada 30 dias', disse Wickert, que foi à Capital acompanhado do secretário de Saúde, Ramon Schwengber. 'Não saímos com a certeza dos pagamentos, mas com a convicção de que o passivo vai reduzir', argumentou.

'Vamos tocar as obras necessárias, controlar os gastos e começar a projeção para 2019, pois temos uma série de situações para encaminhar, como Distrito Industrial e Centro de Vocação Tecnológica, por exemplo.' GIOVANE WICKERT, Prefeito de Venâncio Aires.

 

PPP DA ILUMINAÇÃO

1 O prefeito Giovane Wickert afirmou que a Parceria Público-Privada (PPP) da Iluminação Pública terá sequência nos próximos meses. O processo foi colocado em xeque, na sessão da Câmara desta segunda-feira, 6, pelo vereador Tiago Quintana (PDT), mas o chefe do Executivo tem convicção de que a PPP é a saída para os problemas do setor.

2 De acordo com Wickert, 'a PPP garante serviço independentemente do prefeito que vier a assumir no futuro e assegura também economia imediata, pois abre oportunidade de utilização de recursos privados e foge da burocracia pública'.

3 O chefe do Executivo ressaltou que o modelo público prevê a contratação de serviços pelo menor preço, o que pode refletir na qualidade. Já a PPP oportuniza a avaliação do custo-benefício e obriga o cumprimento do que está no contrato.

4 Para ele, Quintana fez 'um desserviço' à comunidade. 'Ele participou de audiência pública sobre o tema e teve tempo de sobra para se manifestar, mas resolver fazer isso somente quando o processo já estava em andamento. Foi omisso ou está agindo de má fé', disparou.

5 Em comentário na tribuna do Legislativo, o pedetista informou que fez um estudo acerca do modelo de PPP apresentado que o levou à conclusão de que 'os contratados terão lucro já nos primeiros cinco anos e, nos outros 25, será um abuso'.

 

Fonte: Jornal Folha do Mate
Créditos: Carlos Dickow
Foto: Cristiano Wildner 

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