Mais de 500 picolés por dia nas ruas dos bairros

Publicado em 04/01/2019 às 20h26

Lucimar empreendeu e hoje a família tem no negócio, a fonte de renda e empregos garantida 'Piiicoléee! Picooléee e sorveteee!'. Antes da corneta usada hoje em dia pelo 'tio' do picolé e do sorvete, na década de 90, a voz era o principal meio de anunciar a vinda do tão esperado geladinho do dia. Nos bairros de Venâncio Aires a prática da venda do picolé e do sorvete é tradição no verão. Os vendedores passam nas ruas anunciando o produto e, não raro, ficam rodeados de crianças e adultos que podem escolher os sabores preferidos. 

Há 7 anos atuando na fabricação dos produtos e na venda ambulante na cidade, Lucimar Bittencourt diz que a comercialização, geralmente, começa em novembro e se estende até abril. O ponto de venda e de fabricação está localizado no bairro Battisti. A fábrica é familiar e quem atua na produção é a esposa de Lucimar, Elisângela junto com as filhas Maica e Djeise e da netinha Eduarda. ' E já tem mais uma neta a caminho, a Alexia, e espero que me ajude também', diz Bittencourt.

Nas ruas, a média das vendas de picolés é de 500 a 600 por dia, com dois vendedores ambulantes que passam por diversos bairros. Entre os sabores mais procurados estão: chocolate, morango, uva e brigadeiro. No ponto de vendas, na Battisti, a maior procura é pelos potes de sorvete de um e dois litros, com os sabores napolitano e flocos.

 

Fonte de renda para Vanderlei

Com a corneta em mãos e empurrando um carrinho de picolé, Vanderlei de Campos Scherer, 38 anos, percorre, a pé, dezenas de ruas de Venâncio Aires, todos os dias. Ele é um dos ambulantes contratados pelo empreendedor Lucimar Bittencourt para vender os geladinhos pelos bairros do município, neste verão. O carrinho, com direito a um guarda-sol colorido, é o companheiro dos dias de calor, como o registrado na tarde de quarta-feira, 2, quando a temperatura passou dos 40ºC, em Venâncio, atingindo a marca mais alta no estado para o dia.

Praticamente vizinho da empresa de picolés e sorvetes, Vanderlei viu na venda destes itens uma forma de sustentar a família, enquanto uma empresa fumageira não o chama para iniciar a safra. 'Temos que trabalhar. Não é fácil enfrentar esse calor, mas é a forma de sobreviver. Pedi uma oportunidade e ele me deu', conta.
Morador do bairro Coronel Brito, Vanderlei mora com a esposa e a mãe. Ele não tem filhos, mas a garotada é quem forma a principal clientela dele. 'Chocolate, morango e limão são os preferidos', conta.

Somente no dia 1º, Vanderlei vendeu 80 picolés, dos quais recebe uma comissão por cada venda. Um pouco tímido, o 'tio do picolé' contou à reportagem que escreveu uma carta para o Papai Noel, antes do Natal passado, pedindo um rancho para ele e a família, mas não foi atendido. 'Quem sabe ainda chegue. Espero que esse seja um ano melhor para todos, o último ano não foi fácil para ninguém', diz.

Vanderlei mora na rua Sete de Setembro, 3127, no loteamento Jardim Liberdade, do bairro Coronel Brito. Quem sabe o Papai Noel o encontre neste endereço, logo, logo?

 

Fonte: Folha do Mate
Créditos: Jaqueline Caríssimi e Letícia Wacholz 
Foto: Alvaro Pegoraro

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