Moção por mais efetivo da Brigada Militar gera discussão 'quente' na Câmara

Publicado em 17/10/2018 às 13h29

Eduardo Kappel (Progressistas) e Tiago Quintana (PDT) foram os protagonistas do debateO que era para ser uma simples votação de moção apelando pelo aumento de efetivo da Brigada Militar em Venâncio Aires - proposta por Nelsoir Battisti (PSD) -, acabou gerando uma discussão bastante acalorado no Legislativo, durante a sessão desta segunda-feira, 15. Ao comentar a proposta e se declarar favorável, Eduardo Kappel (Progressistas) voltou ao assunto que, sempre que pode, traz ao debate: a implementação da Penitenciária Estadual de Venâncio Aires (Peva). De acordo com ele, o ex-prefeito Airton Artus (PDT) deveria ter negociado, junto ao Governo do Estado, na época da vinda do presídio, 'mais policiais, viaturas, Delegacia de Polícia, metralhadoras e Vara de Execuções Criminais'.

Ainda segundo o progressista, a Peva abriga 'todo o lixo da Grande Porto Alegre e, hoje, os nossos agricultores têm que dormir com suas vacas atadas do lado da janela de casa, pois a criminalidade não para de crescer em Venâncio Aires'. Conforme Kappel, a situação poderia ser ainda pior se o colega Nelsoir Battisti, quando era secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo, não tivesse providenciado a doação da área no entorno da Peva para a instalação do Distrito Industrial. 'O Nelsoir, que teve apoio do Celso Krämer (vice-prefeito, do PTB), foi muito inteligente. Se ele não pega a área, já teríamos uma penitenciária feminina e os presídios Venâncio Aires 2 e 3', disse o parlamentar', acrescentando que 'o Giovane era vice-prefeito na época e também tem culpa na vinda da penitenciária'.

CONTRA-ATAQUE - Líder do PDT no Legislativo, Tiago Quintana foi para o debate. Afirmou que 'este assunto deve ser abordado de forma responsável, mas eu entendo seus argumentos, pois lhe falta a informação'. De acordo com o pedetista, 'o câncer de Venâncio Aires era o Instituto Penal de Mariante, na verdade uma grande colônia de férias'. Quintana declarou que a comunidade de Estância Nova se sente mais segura com o regime fechado e desafiou: 'Vai lá e pergunta para as pessoas se não é melhor como está agora'.

Conforme o parlamentar, 'o Airton não aceitou e nem construiu o presídio fechado por sua conta e livre arbítrio, pois foi uma obra com recursos federais, em uma área do Estado'. Ainda segundo ele, 'qualquer medida administrativa que o Município tentasse para barrar e embaraçar a instalação, facilmente seria derrubada na Justiça, afinal, qual juiz se posicionaria contra a construção de um presídio?' Para Quintana, 'Airton podia ter sido um destes oportunistas covardes, mas não foi. Uma coisa é sonhar com uma situação ideal e ficar na zona de conforto, esbravejando, outra é a realidade diária da Administração Pública'.

 

Fonte: Folha do Mate
Créditos: Carlos Dickow 

voltar para Notícias - Geral

left show fwB tsN|left tsN fwB|left show tsN fwR|c05||skype_c2c_logo_img|news login uppercase c05 b01 bsd|fsN uppercase c05 fwB sbss|fwR c05 uppercase b01 bsd|login news uppercase b01 bsd fsN tsN fwB c15|tsN fwR uppercase c05|fwR c05 uppercase|content-inner c05||