Obras das redes de esgoto mudam paisagem da parte baixa da cidade

Publicado em 04/12/2018 às 09h03

Gerente local da Corsan, Ilmor Dörr, explica que as escavações mais profundas requerem cuidados extras, para evitar desmoronamentos de terra e eventuais soterramentos dos trabalhadoresHá pelo menos dois meses, a parte baixa de Venâncio Aires, em especial a região do bairro União, vem convivendo com uma paisagem diferente. Em vez de ruas tranquilas e pavimentadas, há uma mobilização da Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan) no local, para a implementação das redes coletoras que vão levar o esgoto até a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) do bairro Morsch.

Homens e máquinas trabalham diariamente na colocação de tubulações e caixas coletoras em frente às residências, fato que gera um misto de compreensão e transtorno. Embora os moradores saibam que as obras estão sendo executadas para viabilizar o tratamento do esgoto e que este serviço vem para garantir mais qualidade de vida à população, há momentos em que a poeira e o barro - gerados por abertura de valetas e retirada calçamento - irritam quem reside próximo aos pontos de trabalho da Corsan.

Queixas chegaram à redação da Folha do Mate no sentido de que as obras estão demorando muito tempo para serem concluídas. Pais de alunos que estudam na Escola Odila Rosa Scherer, que tem entrada e saída pela rua Pedro Grünhauser, relatam dificuldades no acesso à instituição de ensino e pedem que os trabalhos na via sejam agilizados. A "disputa" por espaço entre crianças e máquinas também preocupa.

 

PACIÊNCIA

O atacadista Lauro Schuch mora quase em frente ao portão de acesso da Escola Odila Rosa Scherer e confirma que há um desconforto em relação às obras, mas sugere que a comunidade precisa ter paciência. 'Não adianta tentar resolver as coisas com gritos ou xingamentos. As pessoas que estão aqui trabalhando têm que fazer o que foi determinado. No meu caso, sempre que chove e fica mais barro na frente da casa, eles têm colocado um material no fim do dia, para amenizar a situação', argumenta.

Vanice Schuh, esposa de Lauro, diz que prefere o barro do que a poeira. 'Em dias quentes, é muita poeira que levanta e vai para as casas. O barro, pelo menos, fica na frente. O máximo que pega é no carro', comenta. A aposentada, no entanto, tem a mesma opinião do marido em relação às obras: 'A gente sabe que uma hora acaba e volta tudo ao normal. Temos que aguardar e ter calma, pois agora falta pouco'.

'É necessário e temporário', diz gerente da Corsan

O gerente local da Companhia Riograndense de Saneamento, Ilmor Dörr, afirma que sabe que os moradores da parte baixa de Venâncio Aires estão tendo alguns imprevistos no dia a dia, no entanto lembra que eles serão os primeiros beneficiados com o tratamento de esgoto na Capital Nacional do Chimarrão. 'É necessário e temporário. O trabalho é esse mesmo, tem que abrir a pavimentação e passar a tubulação. Mas, em breve, a comunidade vai ter sua rotina normalizada e o tratamento do esgoto funcionando', declara.

Dörr explica ainda que, quando 200 ramais coletores estiverem ligados ao sistema da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), a operação será iniciada. 'Não há prazo definido para isso, mas não está longe', esclarece, acrescentando que o número de residências alcançadas pelas redes coletoras, que seria de cerca de 700, inicialmente, passará de 1,5 mil. 'Conseguimos ampliar a disponibilidade de caixas coletoras para mais que o dobro previsto. Até o fim de janeiro, todos os moradores serão comunicados', assegura.

 

NOVA ETAPA

O gerente da Corsan ressalta ainda que há a previsão de início de nova etapa de obras em janeiro de 2019. De acordo com ele, a empresa responsável pelos trabalhos está em tratativas para alugar um espaço em Venâncio Aires onde possa armazenar material e equipamentos. 'A cidade vai virar um grande canteiro de obras, pois pelo que fiquei sabendo, serão deflagradas, pelo menos, três frentes de trabalho', destaca.

'Na rua Pedro Grünhauser os trabalhos estão demorando um pouco mais porque foi necessária uma escavação mais profunda, pois ali teremos tubulações maiores. São quatro metros de profundidade e precisamos de muito cuidado com os desmoronamentos, que podem causar soterramentos.'
ILMOR DÖRR - Gerente local da Corsan

 

COBRANÇA

1 Conforme o gerente da Corsan em Venâncio Aires, Ilmor Dörr, a cobrança pelo tratamento de esgoto será inserida na conta de água. Por onde passar a rede, mesmo quem não se conectar terá que pagar pelo serviço, pela chamada 'disponibilidade'. Legislação foi aprovada neste sentido.

2 Dörr esclarece que o valor do tratamento de esgoto será calculado sobre 70% do consumo de água, pois este é o percentual estimado de água que retornará junto com o esgoto para a ETE. Ele lembra que o valor referente à taxa de serviços básicos da conta de água não é levado em consideração.

3 Para exemplificar, ele usa uma conta média mensal de R$ 75. Quem paga este preço, terá cerca de R$ 25 de taxa de serviços básicos. Descontado este valor, "sobrariam", portanto, R$ 50 para calcular o tratamento de esgoto.

4 Os 70% de R$ 50 resultariam em R$ 35, montante que seria aplicado sobre a fatura, elevando o total para R$ 110, aproximadamente. 'Estará na conta da água, mas é um serviço diferente. É como a taxa de lixo no carnê do IPTU ou a Contribuição de Iluminação Pública na conta de energia elétrica', compara.

 

Fonte: Folha do Mate
Créditos: Carlos Dickow 
Foto: Alvaro Pegoraro

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