Pagamento de dívidas como principal destino do 13º salário

Publicado em 09/11/2018 às 08h38

Entre as compras de Natal e as despesas fixas, economista diz que é preciso organização neste fim de anoO calendário nas últimas folhas, o horário de verão e a decoração de Natal comprovam: o fim de ano está aí. Mas mais do que um período festivo, os meses restantes também devem ser de responsabilidade quando o assunto é o bolso.

Enquanto muitos estão empolgados com a primeira parcela do 13º salário - geralmente depositada no dia 30 de novembro - para adiantar os presentes para a família, outros estão apreensivos para zerar dívidas. Seguindo um cenário de anos anteriores, a tendência é que o 'salário a mais' seja dividido entre essas duas situações.

Segundo o economista e professor da Univates, Carlos Giasson, se anos atrás o 13º já representou uma folga para as compras de Natal, em 2018 deve funcionar como um tapa-buraco para a queda econômica que a família brasileira sofre. 'Vivemos um período de alto desemprego, está difícil para muita gente. Infelizmente o 13º mal entra no bolso e já sai de novo. É um complemento importante, claro, mas dificilmente se consegue organizar para as despesas futuras.'

As despesas futuras às quais o economista se refere são o IPTU, IPVA e mensalidade da escola dos filhos, por exemplo. Mas, se houver organização, é possível aproveitar o dinheiro extra. 'A maior parte desse dinheiro será para pagar contas. Se tiver um planejamento e controle, é possível sim fazer aquela festa em família, comprar presentes e até viajar.'

 

Cenário econômico 

Para Carlos Giasson, é importante entender o que aconteceu com a economia brasileira nos últimos meses, ainda mais em tempos de crise e no qual o país ainda vive a ressaca de uma eleição geral. Segundo ele, 2018 refletiu uma dificuldade gerada desde o processo de impeachment de Dilma Rousseff e as questões políticas são determinantes. 'Houve uma ruptura nos processos econômicos desde então, porque os investidores ficaram receosos e os próprios investimentos públicos e créditos foram reduzidos. E é justamente isso que motiva a produção nacional.'

Com o término da eleição, o economista acredita que a sensação de insegurança seja afastada e a tendência é a vinda de novos investimentos. 'A expectativa é por melhora nos indicadores econômicos, mesmo que ainda não haja maiores definições do próprio governo eleito.'

 

Dicas 

Para não perder o controle do bolso neste fim de ano, o economista dá algumas dicas: fugir de despesas financeiras com juros altos, negociar o cheque especial e separar parte do 13º salário prevendo ascontas fixas, como IPTU e IPVA.

 

Fonte: Folha do Mate
Créditos: Débora Kist 
Foto: Freepik 

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