Pais, professores e estudantes debatem a greve do magistério

Publicado em 24/10/2017 às 09h56

Motivos da paralisação e retomada das aulas foram abordados, ontem, em roda de conversa, na escola de Estância NovaSob a sombra das árvores no pátio da Escola Estadual de Ensino Médio Adelina Isabela Konzen, em Vila Estância Nova, em torno de 60 pais, professores e estudantes debateram, no início da tarde de ontem, a preocupação com o término ano letivo. A instituição é uma das que está com as aulas suspensas, há quase 50 dias, por conta da greve do magistério estadual.

A manifestação, proposta por alunos e familiares, contou com a participação de docentes e de lideranças do Centro de Professores do Estado do Rio Grande do Sul (Cpers/Sindicato). Vice-diretora da escola, Adriana Dornelles Jantsch Kroth ressaltou a importância da união em busca de uma educação pública de qualidade. 'Esta é uma tarde diferente, de conversa e de entendimento sobre o momento que estamos vivendo no Rio Grande do Sul. Estamos todos lutando por uma causa nobre e justa.'

Pai do estudante Jean Augusto dos Santos, 15 anos, Airton José dos Santos destacou a preocupação com o período de greve, a falta de previsão para término do ano letivo e o desejo das famílias de que as aulas sejam retomadas. 'Pelo que estamos vendo, o Governo está sendo intransigente e isso não vai ser resolvido neste ano', lamentou. 

''Sabemos dos direitos dos professores, mas temos a preocupação com nosso filhos que estão perdendo aula", Airton José dos Santos, pai de aluno

A presidente estadual do Cpers, Helenir Aguiar Schürer, participou da atividade. 'Se tivéssemos mais pais como vocês, preocupados com a educação dos filhos, a escola pública seria melhor', definiu. A representante sindical ressaltou que o objetivo da greve não é prejudicar os alunos e garantiu que todos os dias sem aulas serão recuperados, embora não ainda haja previsão de retorno. Ao reforçar que 'a responsabilidade de terminar a greve é do Governo', que deve negociar com os educadores, Helenir solicitou apoio aos pais, por meio de abaixo-assinado e articulação com vereadores. 'A voz de vocês tem que chegar ao Governo do Estado para saberem que vocês estão preocupados com o ano letivo.'

''Ninguém vai perder o ano. Os alunos têm direito a 200 dias de aula e não abriremos mão disso. Podemos brigar com o Governo, mas não com nossos alunos, que são a essência das escolas", Helenir Aguiar Schürer, presidente do Cpers.

A presidente do Cpers ainda esclareceu que a luta dos educadores não se restringe ao fim do parcelamento salarial, praticado há 22 meses, mas também à gestão do Estado e aos investimentos em educação. Entre as questões citadas por ela estão o parecer prévio desfavorável do Ministério Público de Contas (MPC) ao governador José Ivo Sartori (PMDB), referente a 2016, em função do descumprimento dos índices mínimos constitucionais para saúde e educação e gastos com publicidade acima do permitido.

 

Fonte: Jornal Folha do Mate
Créditos: Juliana Bencke
Foto: Alvaro Pegoraro

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