Piti e seus 'donos de estimação'

Publicado em 08/01/2019 às 17h49

Piti é o xodó dos irmãos Kaiky e KarolyQuando os Motta construíram sua casa e a cercaram com muros e grades, foi pensando na segurança, claro. Mas também foi almejando, um dia, ter um cachorrinho correndo solto pelo pátio. Hoje eles têm isso, mas o cãozinho em questão prefere ficar solto, também, num ambiente maior: as ruas do bairro.

E foi das ruas de Venâncio Aires, de algum lugar até hoje ignorado, que o Piti apareceu. Deu as caras no dia 28 de novembro de 2016, no fim da festa de aniversário de 5 anos do Kaiky, o primogênito da Camila e do Mikael. 'Fui eu quem chamou ele pra dentro e fechei o portão', conta o menino.

Dócil, o bichinho logo se enturmou e até ganhou uns pasteizinhos da festa de aniversário. Esse foi o começo. 'Lembro que fiz uma publicação no Facebook, pra ver se era de alguém, se alguém conhecia, mas nada. Então ele foi ficando', lembra Camila.

De porte médio e cor preta, o Piti tem a idade ignorada, mas os Motta acreditam que ele tenha chegado ainda novinho, em especial por uma atitude um tanto quanto infantil e característica de alguns filhotes: mastigar o que vê pela frente. 'Ele destruiu, no mínimo, uns seis pares de chinelos', contabiliza Mikael.

Sobre o nome recebido, foi uma alusão a 'Pit Bitoca', personagem do humorista Heitor Martins, o qual fez sucesso ao lado de Tom Cavalcante em um programa de humor no início dos anos 2000. 'Ele ficou me lambendo sem parar', lembra, entre risos, Kaiky. Assim, as lambidas, ou as bitocas caninas, transformaram o cão forasteiro em Piti.

 

DONO DE SI

Embora tenha casinha, comida e conforto do bom e melhor, Piti não nega sua raiz 'andante'. Quando a família está em casa, ele até faz uma média e não sai de perto das crianças. Mas, quando os Motta saem, ele não fica sozinho. Liso e rasteiro, o cachorro se esgueira por baixo do portão e toma a rua.

Piti não vai longe, no máximo algumas quadras de distância no bairro mesmo. E, próximo do meio-dia e nos fins de tarde, fica 'de plantão' na última esquina antes da residência, à espera do carro dos donos. Assim que os avista, dispara, faceiro para voltar para casa. 'Ele é muito independente. Acho que nós somos os donos de estimação dele. Foi o Piti quem nos adotou', define Camila.

 

CIÚMES?

Dono de si e bichinho único durante dois anos, Piti já não reina mais em absoluto na casa. Recentemente, Kaiky e a irmã, Karoly, de 4 anos, ganharam um presente: um casal de hamster, batizado de Mickey e Minnie.

Obrigado a dividir a atenção das crianças com os novos animaizinhos, o cachorro tem convivido com uma situação nova. 'Ele chega a choramingar quando vê as crianças perto e quer entrar dentro de casa, coisa que ele não faz. É puro ciúme!', entrega Camila.

 

Fonte: Folha do Mate
Créditos e Foto: Débora Kist

voltar para Notícias - Geral

left show fwB tsN|left tsN fwB|left show tsN fwR|c05||skype_c2c_logo_img|news login uppercase c05 b01 bsd|fsN uppercase c05 fwB sbss|fwR c05 uppercase b01 bsd|login news uppercase b01 bsd fsN tsN fwB c15|tsN fwR uppercase c05|fwR c05 uppercase|content-inner c05||