Por falta de verba, IFSul corta serviço de manutenção do campus no fim do mês

Publicado em 04/11/2017 às 12h46

Com fim do contrato, jardinagem, reparos elétricos e de pintura ficarão a cargo dos servidores do campusA pendência nos repasses do Governo Federal tem exigido cortes nos contratos de manutenção do campus do Instituto Federal Sul-rio-grandense (IFSul) Venâncio Aires. Após adotar uma série de medidas de economia de energia elétrica e reduzir o número de funcionários terceirizados, a instituição precisará cancelar o contrato de manutenção predial, no fim deste mês.

Com custo mensal de cerca de R$ 14 mil, o contrato abrange o trabalho de três funcionários que realizam reparos elétricos, eletrônicos, pintura dos prédios, corte de grama e jardinagem do campus, além de todos os equipamentos, ferramentas e materiais necessários para os serviços. 

De acordo com o diretor-geral do IFSul, Cristian Oliveira da Conceição, com a suspensão do contrato, todas as atividades ficarão a cargo dos próprios servidores públicos do instituto - professores e técnicos administrativos. "Inclusive, já reorganizamos nossas férias para que alguns estejam no campus em janeiro e deixem os laboratórios e oficinas em dia para o início das aulas, em fevereiro."

Segundo Conceição, além do orçamento para manutenção do campus, em 2017, ser o mesmo de cinco anos atrás - em torno de R$ 1,5 milhão - , a União repassou apenas o equivalente a 85% do valor. "Esperamos que chegue mais recursos em novembro para que consigamos manter os contratos de dezembro. Se o Governo liberar 90% do previsto no orçamento já conseguiremos pagar tudo, pois reduzimos ao máximo todas as despesas", explica. 

O diretor-geral destaca o apoio dos alunos e servidores na economia de energia elétrica. "Em setembro do ano passado, a conta foi de R$ 15 mil e neste ano de R$ 11 mil. O clima também tem ajudado muito, pois não tem sido tão quente para precisarmos ligar o ar-condicionado", comenta.

"Sobrevivemos, mas isso não pode ser assim"
Para o diretor-geral do IFSul, Cristian Oliveira da Conceição, apesar de o campus ter conseguido contornar as dificuldades por conta do corte de verbas, é fundamental que a situação se resolva, pois é insustentável e coloca em risco a qualidade da educação pública oferecida pelos institutos e as universidades federais. 

"Sobrevivemos, ao longo deste ano, mas isso não pode ser assim. Em momento de quebra da estrutura social, o que deveria ser privilegiado é dar para o cidadão a sensação de segurança e educação. Mas vemos que não é isso que está acontecendo",

Cristian Oliveira da Conceição, diretor-geral do IFSul Venâncio Aires.

Manter luzes dos corredores apagadas tem sido uma das estratégias para economizar energia elétricaO receio do instituto federal é que os cortes para serviços de manutenção do campus afetem a estrutura da escola federal, considerada 'de ponta' e um dos fatores para a qualidade de ensino da instituição.

"Países que passaram por grandes crises e investiram em educação, como Alemanha e Japão, hoje, são grandes potências. Mas não é isso que acontece no Brasil", lamenta Conceição. De acordo com ele, se antes era possível planejar atividades e investimentos em cima de um orçamento, hoje isso não é mais viável, pois os repasses não correspondem ao previsto. "Atualmente, só conseguimos valor para investimentos por meio de emendas parlamentares."

Fique por dentro
- Frente aos cortes de verba da União, a prioridade do IFSul foi manter o serviço de vigilância 24 horas, com três profissionais, até o fim do ano, visando a segurança do patrimônio do campus. 

- O contrato de limpeza foi mantido, embora o número de funcionários não tenha sido ampliado acompanhando a expansão do campus e do número de alunos, nos últimos anos. 

- Na metade do mês, a direção do campus deve avaliar quais outros serviços precisarão ser cortados, de acordo com o valor que faltará para fechar o orçamento. O valor de manutenção abrange serviços de limpeza, vigilância, motoristas, telefonia, água, energia elétrica e telefone. 

- Apesar do contingenciamento de verbas e corte de serviços, todas as atividades letivas, projetos de pesquisa e extensão do campus foram mantidos.

 

Fonte: Jornal Folha do Mate
Créditos e Foto: Juliana Bencke / Folha do Mate
Foto: Alvaro Pegoraro / Folha do Mate

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