Programas institucionais captam mais de R$ 1 milhão em 2018

Publicado em 15/10/2018 às 09h16

Na produção de alface, Eroni Fontanive usa somente os produtos recomendados para a culturaProgramas institucionais gerenciados pela Cooperativa dos Produtores de Venâncio Aires (Cooprova) devem injetar mais de R$ 1 milhão na economia do município até o fim deste ano. Deste total, R$ 892 mil são das comercializações feitas por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) municipal, pelo Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) municipal e estadual, para o 7º Batalhão de Infantaria Blindada (BIB) de Santa Cruz do Sul, à Superintendência Estadual de Serviços Penitenciários (Susepe).

Outros R$ 125,4 mil devem ser injetados até o fim deste ano pelo Vale-feira distribuído pela Prefeitura de Venâncio Aires. O programa municipal beneficia, com R$ 19 por mês, em torno de 1,1 mil servidores municipais. Com isso, o montante de vendas de alimentos da agricultura familiar de Venâncio Aires, direcionado a programas específicos chega a R$ 1.017,4 milhão. O número não contabiliza, por exemplo, outros valores arrecadados nas tradicionais feiras promovidas pela entidade, semanalmente.

Para o PNAE municipal e estadual, 7º BIB e Susepe, cada agricultor familiar pode fornecer até R$ 20 mil em alimentos, por programa. Para o PAA, o valor é de até R$ 6,5 mil por Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP), por ano. Atualmente são entregues até 78 produtos, mas poderia ser mais se tivesse maior produção.

A diretoria da Cooprova está se mobilizando para dar continuidade aos programas em 2019 e ainda busca se credenciar a novos valores para este ano. Já foram encaminhadas chamadas públicas para o fornecimento de alimentos para a Susepe, mas ainda não é sabido se vai ter chamada em 2018 ou mesmo para 2019 e para o 7º BIB. A ideia do comando é ter a proposta definida até o fim deste ano, com a entrega até o mês de março de 2019, mas sem previsão de valor. A diretoria também espera aumentar o valor da atual chamada que é de R$ 56 mil.

 Venda garantida 
'É graças aos programas institucionais que consegui investir mais na produção de bananas e de hortaliças e sair da cultura do tabaco', afirma Eroni Fontanive, morador de Linha Bem Feita e um dos agricultores familiares que fornece produtos para os mais diversos programas.

Ele acredita que vai colher em torno de dez mil quilos de banana nesta safra, em mais de meio hectare dedicado à esta produção.
Fontanive é associado da Cooprova desde a criação da entidade e observa que a produção de banana foi o nicho de mercado para permanecer na agricultura. Há cinco anos ele fornece produtos para os programas institucionais.

Ele também criava peixe, mas como a Associação dos Piscicultores de Venâncio Aires (Apiva), onde é associado, está com o abate suspenso, Fontanive acredita que não vale mais à pena investir nesta atividade. 'Vale à pena investir nas hortaliças e nas bananas porque têm mercado e retorno financeiro garantido.'

Situação semelhante vive Moacir Gregory, morador de Linha Hansel, que se associou à Cooprova no mês de março e há dois anos parou de plantar tabaco e começou a produzir tomate sob uma estufa plástica e também, hortaliças ao ar livre, que igualmente fornece aos programas institucionais.

Com o auxílio do filho Thomás Henrique, tem plantado 720 pés de tomate que estarão no auge de produção nas próximas semanas. Além disso, tem semeadas mais mil mudas que serão transplantadas até o fim deste mês. Ao falar dos programas, Gregory afirma estar satisfeito com retorno financeiro, pois tem venda garantida e, preço estável. 

 Diversificação 
Segundo a engenheira agrônoma e extensionista do escritório municipal da Emater/RS-Ascar Djeimi Janisch, todos os programas são uma alternativa de diversificação, porque garantem um mercado mínimo e alternativo. Além disso, destaca Djeimi, os programas possibilitam que algumas famílias façam a sucessão rural.

Ela alerta, porém, que os programas institucionais não devem ser o único mercado, porque, no caso do PAA, o valor é limitado por ano, ou seja, na DAP é de R$ 6,5 mil. 'Têm muitos que começaram com o PAA e hoje comercializam seus produtos para os mercados e fruteiras, ou ainda, vendem nas feiras rurais', observa.

"Com os programas institucionais, a gente sempre tem algo a fazer e a produzir."
ERONI FONTANIVE  - Agricultor familiar

Vale-feira

O Vale-feira que beneficia 1,1 mil servidores públicos municipais foi uma proposta conjunta da diretoria da Cooprova, secretário municipal de Agricultura André Kaufmann, escritório municipal da Emater/RS-Ascar, Sindicato dos Trabalhadores Rurais (STR), Sindicato Rural e vereadora Sandra Helena Wagner (PSB).

Os programas em números

- R$ 300 mil é o valor estimado do PAA municipal para 2018, de julho a novembro.

- R$ 6 mil é o valor da entrega da primeira chamada pública para o 7º BIB de Santa Cruz do Sul.

- R$ 52 mil é o total do valor das entregas efetuadas no primeiro semestre para a Susepe.

- R$ 40 mil é o valor do primeiro semestre do PNAE estadual.

- R$ 226 mil é o valor do primeiro semestre do PNAE municipal.

- R$ 56 mil é o valor da segunda chamada pública de entrega para o 7º BIB de Santa Cruz do Sul.

- R$ 132 mil é o valor estimado do PNAE municipal para o segundo semestre de 2018.

- R$ 125,4 mil é o valor estimado que o Vale-feira, programa da Prefeitura, vai injetar entre os meses de julho e dezembro de 2018, na economia do município.

- 600 é o número de famílias que se encontram em vulnerabilidade social e que estão cadastradas no CAD Único da Secretaria Municipal de Assistência Social que são beneficiadas pelo PAA municipal.

Foco do trabalho está voltado à produção sem agrotóxicos
Com a máxima que diz que 'o que eu não quero para mim, não desejo para os outros', tanto Eroni Fontanive quanto Moacir Gregory, produzem sem o uso de agrotóxicos e somente utilizam adubos químicos, mas em quantias pequenas, pois também utilizam adubos orgânicos disponíveis em suas propriedades.

A engenheira agrônoma e extensionista Djeimi Janisch, frisa que o foco do trabalho do escritório municipal da Emater/RS-Ascar e da diretoria da Cooprova, é buscar a produção sem o uso de agrotóxicos quando se trata da produção de alimentos.

Muitos deles já buscam alternativas, ou seja, fazem um trabalho preventivo. 'Trabalhamos muito a prevenção, orientando para que previnam os sintomas de pragas e doenças logo no início e, quando houver infestação, que usem os produtos recomendados para as culturas, obedecendo o período de carência antes da colheita', salienta.

"Os produtos utilizados são biológicos ou extratos de plantas que não deixam residual."
DJEIMI JANISCH  - Engenheira agrônoma do escritório municipal da Emater/RS-Ascar

 

Fonte: Folha do Mate
Créditos e foto: Edemar Etges

voltar para Notícias - Geral

left show fwB tsN|left tsN fwB|left show tsN fwR|c05||skype_c2c_logo_img|news login uppercase c05 b01 bsd|fsN uppercase c05 fwB sbss|fwR c05 uppercase b01 bsd|login news uppercase b01 bsd fsN tsN fwB c15|tsN fwR uppercase c05|fwR c05 uppercase|content-inner c05||