Projeto que adia Fenachim para 2019 é aprovado com polêmica

Publicado em 18/10/2017 às 10h32

A aprovação do Projeto de Lei número 091/2017, de autoria do Executivo Municipal e que prevê o adiamento da Festa Nacional do Chimarrão (Fenachim) de 2018 para 2019, deveria ser apenas uma mera formalidade - uma vez que o prefeito Giovane Wickert já havia anunciado a decisão -, porém o tema acabou gerando polêmica na sessão de segunda-feira, 16, especialmente por manifestações dos oposicionistas. Ao final do debate, a proposta passou apenas com o voto contrário da pedetista Ana Cláudia do Amaral Teixeira.

Na justificativa do voto, Ana Cláudia disse que lamentava a medida da Administração e também o fato de os venâncio-airenses terem sido comunicados do adiamento pela imprensa. 'Esta foi mais uma prova de desrespeito com o Poder Legislativo, pois o anúncio foi feito antes de o projeto ter sido aprovado nesta Casa', reclamou. A vereadora declarou ainda que a Fenachim é a 'nossa marca registrada' e, apesar das dificuldades financeiras, não poderia deixar de ser realizada. 'É um evento que atrai muitos visitantes, movimenta os hotéis e o comércio. Na verdade, o Município não estava organizado', alfinetou a vereadora.

Tiago Quintana, também do PDT, ressaltou que o Parque do Chimarrão só está nas condições atuais em virtude dos investimentos que foram feitos em outras edições da Fenachim, e que a manutenção e as melhorias na estrutura deixarão de ser feitas com o adiamento do evento. 'Muito se fala que a Fenachim não dá lucro, mas participei da organização e sei que agricultores e artesãos que expõem seus produtos ganham com a realização da festa. Muito do que se aporta para a Fenachim é para as melhorias no Parque, e isso não se perde', completou. Helena da Rosa (PMDB) emendou dizendo que também gostaria de ver a continuidade da festa. 'Lamento. Em seis anos, o ex-prefeito Almedo (Dettenborn) fez três festas', comentou.

GOVERNO CONTRA-ATACA

Líder de governo na Câmara, Ezequiel Stahl (PTB) afirmou que concorda que a Fenachim não tem, necessariamente, que dar lucro, mas entende que a despesa para o Executivo para a realização das edições tem sido muito elevada. 'Posso garantir que em 2019 nós teremos um grande evento, com pouco investimento de recursos públicos', argumentou. Eduardo Kappel (PP) insistiu na questão do lucro: 'Até a pastelada do Bastião dá lucro, e a Fenachim não. Não sei como o PDT tem coragem de cobrar a Fenachim, se deixou R$ 38 milhões de déficit. O prefeito foi homem, não fez festinha apenas por medida simpática'.

 

 

Fonte: Jornal Folha do Mate
Créditos: Carlos Dickow

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