Raio de Luz deve fechar as portas

Publicado em 21/11/2018 às 16h45

Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculo Raio de Luz funciona no bairro Coronel BritoO Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculo Raio de Luz, localizado no bairro Coronel Brito, deve ter as atividades encerradas em breve. A decisão é da Administração, que após elaborar um estudo de viabilidade, entendeu que a estrutura física precisaria de reforma e também constatou a necessidade de contratação de, pelo menos, três profissionais - assistente social, psicopedagoga e psicóloga - para a continuidade dos serviços. Como atualmente são atendidas entre 12 a 15 crianças no local, contabilizados os turnos da manhã e tarde, o Município optou pelo fechamento, que deve ser oficializado nos próximos dias.

Quem cuida do processo é o secretário municipal de Habitação e Desenvolvimento Social, Arnildo Camara. Ele afirmou ontem que está encaminhando as tratativas necessárias para garantir que estas crianças não fiquem sem atendimento. 'Conversei com a dona Sara, da Paresp, e estamos próximo de chegar a um entendimento para que os alunos sejam acolhidos. Sei que vou ser criticado por isso, mas é papel do secretário tomar a frente nestas questões. O prefeito Giovane Wickert sabe de tudo o que está acontecendo e me deu carta branca para resolver o impasse. Ninguém ficará desamparado, isso eu posso assegurar', afirmou.

Camara comentou ainda que já foi procurado por pais de crianças que frequentam o Raio de Luz em função do deslocamento que será necessário, caso o atendimento seja mesmo oferecido pela Paresp. 'Os pais vieram com toda a educação falar comigo e com o prefeito no Portas Abertas. Explicamos que haverá transporte para as crianças, no mesmo modelo do que usufruem as outras crianças que estão na Paresp. Cerca de 70% dos frequentadores de lá residem nos bairros Battisti, Coronel Brito e Brands', argumentou o secretário.

 

CASA DE ACOLHIMENTO

Se o Raio de Luz fechar as portas oficialmente, a Casa de Acolhimento (Casa de Passagem) tem a intenção de assumir o prédio onde funciona o projeto de assistência social. Presidente do Comitê da Ação da Cidadania Contra a Fome e a Miséria e Pela Vida de Venâncio Aires, Fernando Heissler já manifestou o interesse em encontro com o prefeito Giovane Wickert e o secretário Arnildo Camara. 'Nós, de qualquer forma, precisamos ampliar o nosso espaço de atendimento. Temos atualmente 21 crianças e jovens entre 0 e 17 anos na Casa de Acolhimento, consideramos isso uma superlotação e queremos melhorar', afirmou.

Heissler garantiu, no entanto, que eventual fechamento do Raio de Luz não tem uma ligação com a demanda da Casa de Acolhimento. 'Não é por nossa causa que o Raio de Luz será fechado. Fomos procurar a Administração para explicar nossa necessidade e ficamos sabendo que um levantamento apontou a inviabilidade de continuidade do serviço. Se a estrutura ficar ociosa, podemos ocupar. Se o Município voltar atrás, vamos buscar uma outra alternativa, que seria ampliar nossa capacidade', esclareceu o presidente.

RAIO DE LUZ

1 O Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculo Raio de Luz recebe crianças e adolescentes que, diariamente, frequentam a instituição, no turno oposto ao da escola.

2 Além das refeições, brincadeiras, recreação e oficinas de música, dança e cuidados com a horta estão entre as atividades oferecidas no local, gerenciado pela Secretaria Municipal de Habitação e Desenvolvimento Social.

3 A maioria das crianças atendidas no local é moradora dos bairros Battisti e Coronel Brito. Por conta do número restrito de vagas, é priorizado o atendimento a crianças e adolescentes em vulnerabilidade social, encaminhados pelo Centro de Referência de Assistência Social (Cras) e o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas).

4 O Raio de Luz é mantido pelo Município, mas conta com parcerias voluntárias, como o projeto Inserção Comunitária da Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc) e oficinas do Instituto Federal Sul-rio-grandense (IFSul).

'Com criança, tem que ter horário e planejamento. Por isso, precisamos de um convênio oficial, que seja proposto pelo Município e aprovado pela Câmara. Enquanto isso não acontecer, é tudo especulação.' SARA DA ROSA, Coordenadora da Paresp

 

'Se houver um acordo oficial, vamos atender'

Coordenadora da Organização Não Governamental (ONG) Parceiros da Esperança (Paresp), Sara da Rosa admitiu, ontem, a possibilidade de atendimento das crianças do Raio de Luz. Contudo, deixou bem claro que isso só acontecerá a partir de formalização de convênio com o Município. 'Se houver um acordo oficial, vamos atender. Somos uma entidade que foi criada pela sociedade civil e, dessa forma, não podemos fechar as portas para esta sociedade', declarou. Conforme Sara, a projeção da Paresp é atender, no ano que vem, 120 crianças, número que está quase completo: atualmente são 117 atendimentos.

Do total de vagas, explicou Sara, 30 seriam destinadas para o convênio com a Prefeitura. Só que em vez de R$ 12 mil mensais de repasse do Município, o valor aportado teria de passar para R$ 20 mil. 'Temos despesa mensal de cerca de R$ 30 mil, contando folha de pagamento, manutenção e custeio dos serviços. Para esta nova demanda, precisaríamos reajustar vencimentos de funcionários e fazer algumas contratações, pois estamos com muitas dificuldades de conseguir voluntários', esclareceu a coordenadora. 

 

Fonte: Jornal Folha do Mate
Créditos e foto: Juliana Bencke

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