Redes hídricas poderão receber recursos das taxas de esgoto

Publicado em 24/07/2018 às 13h47

Presidente da Associação Hídrica Santa Tecla, Bellini monitora diariamente o nível de cloro da água distribuída a 54 famíliasAlém de contribuir com o meio ambiente e com a qualidade da água fornecida pela Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan), em Venâncio Aires, o início das atividades da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) pode beneficiar, também, famílias abastecidas pelas redes hídricas do município. 

Parte do valor depositado mensalmente no Fundo de Gestão Compartilhada da Corsan poderá ser direcionado às associações hídricas, para pagamento de químico responsável, das análises e compra de insumos para tratamento da água. 

A medida foi discutida na última reunião do conselho do Fundo de Gestão Compartilhada, no fim de junho. Atualmente, o fundo recebe, mensalmente, 5% do total arrecadado pela Corsan, em Venâncio Aires, para uso em obras de drenagem ou investimentos da própria estatal, no município.

Com o início da ETE, o valor do fundo aumentará, já que o valor integral das taxas de tratamento de esgoto será depositado na conta, para utilização em obras ou ações relacionadas ao abastecimento de água. 

Segundo o coordenador da Vigilância Sanitária do município, Everton Luís Notti, com a utilização de parte do valor para as associações hídricas, o objetivo é garantir que, assim como a população abastecida pela Corsan, moradores da área rural consumam água potável de qualidade.

'Com esse auxílio, esperamos que todas as redes hídricas possam fornecer água de qualidade para a população', destaca, ao lembrar que a existência de um responsável técnico pela cloração da água é obrigatória. 'A ideia é priorizar as redes com número menor de associados, onde o custo mensal acaba pensando mais', comenta.

Auxílio

Presidente da Associação Hídrica Santa Tecla, Celestino Bernardo Bellini, 61 anos, considera o projeto positivo. Atualmente, o pagamento da profissional responsável técnica e o custo com limpeza da caixa d´água e compra do cloro gira em torno de R$ 250. 'Tudo o que ajudar os moradores, é bem-vindo', diz ele, que está à frente da entidade há cerca de 20 anos.

Diariamente, Bellini realiza a medição do cloro da água do poço artesiano que abastece residências de 54 associados. Além disso, três vezes por mês, a química responsável faz coleta da água para análise - resultado que é enviado à Vigilância Sanitária. 'Fizemos tudo corretamente. É uma água de qualidade', afirma.

Assim como Bellini, o presidente da Associação Hídrica São José, de Linha Travessa, acredita que o repasse de recursos do Fundo de Gestão Compartilhada da Corsan deve auxiliar as redes do interior do município. 'Será uma ajuda importante, pois as hídricas se mantêm por conta própria, 100% sozinhas', comenta.

>> 65 é o número de associações hídricas de Venâncio Aires.

ETE deve entrar em operação até o fim do ano

Quando os moradores fizerem a ligação dos canos de esgoto das casas com a rede coletora, que levará o esgoto para a estação de tratamento, passarão a pagar, junto à conta de água, uma taxa pelo tratamento de esgoto.

O serviço custará 70% do valor da água consumida no mês, em cada residência. Esse valor será totalmente repassado para o Fundo de Gestão Compartilhada da Corsan - administrado em parceria entre a estatal e a Prefeitura - e poderá ser utilizado para auxiliar as redes hídricas. 'É um recurso que volta para a população, que é reinvestido no município', ressalta o gerente da Corsan em Venâncio Aires, Ilmor Döor.

Segundo ele, inicialmente, em torno de 700 imóveis do Loteamento Artus e do Centro estarão ligados à rede de esgoto. A previsão é que a Estação de Tratamento de Esgoto, localizada no bairro Morsch, comece a operar no segundo semestre de 2018. 'Já era para ter começado, mas houve um atraso, com uma alteração na forma de cobrança, que será pela disponibilidade do serviço', informa.

Após a notificação para realizarem a ligação com a rede coletora, os moradores terão um prazo e, em seguida, mesmo se não aderirem e utilizarem o sistema, a taxa pelo tratamento de esgoto será cobrada da mesma forma. A medida é prevista em resolução da Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do Rio Grande do Sul (Agergs).

 

Fonte: Jornal Folha do Mate
Créditos e foto: Juliana Bencke

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