Trabalho com jovens visa sucessão das famílias rurais

Publicado em 01/12/2017 às 11h24

Com o objetivo de fomentar a valorização e autonomia do jovem rural na família e na comunidade, oportunizando o seu desenvolvimento, o escritório municipal da Emater/RS-Ascar desenvolve diversas atividades com um grupo de juventude rural do município. Os resultados do trabalho desenvolvido em 2017 foram apresentados durante o terceiro encontro realizado ontem à tarde, no salão do Sindicato dos Trabalhadores (STR) de Venâncio Aires.

Moradora de Picada Mariante, a jovem Samara Martins, está entre as jovens assistidas pela Emater/RS. Ela falou sobre a mudança da matriz produtiva da propriedade e contou que quando tinha 15 anos - hoje ela está com 20, a família investia na produção de tabaco e tomou a decisão sobre o futuro da propriedade. Se a família continuasse a investir na cultura, ela não permaneceria em casa e iria trabalhar na cidade. Como os pais tinham interesse em fazer a sucessão rural, decidiram parar com o tabaco e investir na engorda de frangos e ela, com a ajuda do marido Leandro Bourscheidt, começou a investir na produção de leite, contando hoje com 22 vacas em lactação numa produção média diária de 490 litros. Os pais cuidam de dois aviários, num total de 100 mil frangos em lotes de 45 dias.

Sucessão rural
Nesta linha da sucessão rural, o professor aposentado da Univates Lucildo Ahlert, abordou o tema ´A problemática na sucessão da agricultura familiar`. Ele apresentou dados de uma pesquisa feita pela Univates, que mostra que no Vale do Taquari, apenas um terço das famílias rurais fazem a sucessão rural e que na grande maioria delas, ela é feita pelos homens e que as mulheres são aconselhadas a procurar emprego na cidade. 'A mulher é fantástica para executar os trabalhos da lavoura', frisou, elencando os diversos fatores que mantêm as pessoas no interior. Salientou que na agricultura familiar não há patrão e nem empregados e ainda, que há diversas gerações vivendo numa mesma família, o que gera conflitos de ideias e planejamentos. 'Hoje, a troca de ideias e o planejamento das atividades nas propriedades ocorrem muito pouco nas famílias rurais.'


Dirigentes
'A ajuda que vocês jovens, estão recebendo da Emater, é algo inédito e que deveria ter começado no mínimo, há 30 anos para evitar o êxodo rural', frisou o presidente do Sindicato Rural Ornélio Sausen, salientando que ele é o ´combustível` para os jovens mudarem a matriz produtiva e diversificarem a produção e assim, as famílias fazerem a sucessão rural. A secretária do STR e vereadora Sandra Wagner (PSB), observou que muito se fala em sucessão rural, mas são ações como esta da Emater que alimentam a esperança de que ela vai ocorrer.

'É um trabalho de formiga e de muita persistência para a sucessão rural realmente ocorrer'.
Sandra Wagner, secretária do STR de Venâncio Aires.

'O mais importante do nosso trabalho é os jovens e os agricultores familiares se sentirem valorizados'.
Vicente Fin, chefe do escritório municipal da Emater/RS-Ascar.

 

Fonte: Jornal Folha do Mate
Créditos: Edemar Etges

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