Um cantinho da costura no Hospital São Sebastião Mártir que muitas pessoas desconhecem

Publicado em 27/11/2017 às 14h31

Louvane (à esquerda) e Marli reconhecem a importância do hospital ter uma sala de costura principalmente para reduzir gastosPara que tudo funcione 100% no Hospital São Sebastião Mártir (HSSM), há uma grande equipe por trás do primeiro acolhimento aos pacientes e que envolve muito mais do que profissionais médicos e enfermeiros. Você sabia que no quadro de funcionários da casa de saúde há duas costureiras que trabalham em uma sala no segundo andar?

É no 'cantinho da costura' que trabalha há 24 anos a costureira Marli Wessling Haupt e, há seis, a auxiliar de costura Louvane Riveiro. Quem pensa que o serviço delas é tranquilo, está enganado, porque é muita roupa para costurar e uma demanda gigante de roupas de cama, jalecos, aventais, campos cirúrgicos e uniformes dos funcionários. Tudo é confeccionado por elas.

Na sala de costura há quatro máquinas e as tarefas são divididas entre as duas funcionárias. Marli fica responsável por fazer os cortes dos tecidos, enquanto Louvane é encarregada por concluir o processo.

Apesar de também fazerem consertos, o foco delas é a produção de peças novas. É delas a responsabilidade de confeccionar uniformes para três setores do hospital, o bloco cirúrgico, Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) e centro obstétrico, mas a demanda é maior em relação à confecção de roupas de cama. E imagine quantas roupas de cama, afinal, são 138 leitos no hospital.

TRABALHO IMPORTANTE
Marli e Louvane ressaltam que de fato o setor é desconhecido pela maioria das pessoas. 'Quando perguntam para mim o que eu faço, as pessoas se surpreendem quando digo que sou costureira do hospital. Elas perguntam: o quê? Tem sala de costura ali no hospital?', comenta Louvane.

Marli reconhece a importância da sala de costura para o hospital, pois, segundo ela, caso não existisse esse espaço, a casa de saúde teria uma despesa muito maior.

De acordo com as profissionais, os materiais costumam rasgar com frequência devido ao fato de serem lavados todos os dias. Quando os tecidos não podem mais ser reaproveitados são destinados ao setor de limpeza. São as governantas, Marisa e Adriana, encarregadas por verificar quais ainda podem ser aproveitados e quais devem ser jogados fora.

Segundo a coordenadora de hotelaria, Elaine Heissler, o serviço é puxado pois há uma grande demanda e também há a responsabilidade de se fazer uma boa costura. Elaine garante: 'O trabalho que elas fazem é também de personalização. Os técnicos de enfermagem são os que mais buscam uniformes e existem diversos tamanhos. A responsabilidade é grande'.

Apesar da demanda de trabalho, o que motiva Marli e Louvane é saberem que, a cada peça concluída e em meio ao barulhinho constante das máquinas, todo o trabalho é significativo para os funcionários e para os pacientes que passam pelo hospital.

DEMANDA
No mês passado, Marli e Louvane chegaram a confeccionar nove jalecos novos e 13 calças, fora outros tecidos que foram reparados. Por mês, são encaminhados, em média, 20 propés (proteção dos pés) para o bloco cirúrgico, também feitos por elas.

PASSADO
A costureira Marli Wessling Haupt explica que há cerca de 25 anos, quando começou a trabalhar na sala de costura do hospital, a mesma estava localizada no primeiro andar, mas a maioria das roupas era comprada e não confeccionada no local. Havia apenas uma máquina de costura e apenas eram feitas as roupas de cama e alguns pequenos acessórios. 'O resto tinha que ser tudo comprado. Melhorou e evoluiu muito aqui', comenta.

 

Fonte: Jornal Folha do Mate
Créditos e foto: Kethlin Meurer 

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