Viagem técnica para qualificar produtores locais de erva-mate

Publicado em 11/05/2018 às 13h38

Produtores e técnicos agrícolas conheceram o sistema de produção do Polo Ervateiro Nordeste GaúchoNa sexta-feira, 4, um grupo de pessoas de Venâncio Aires e de Mato Leitão, realizou uma viagem técnica para conhecer todo o sistema de produção de erva-mate no município de Machadinho, RS, integrante do Polo Ervateiro Nordeste Gaúcho. Esta viagem foi uma das ações definidas para 2018 durante a apresentação do Programa Gaúcho de Qualificação e Valorização da Erva-Mate, no dia 30 de agosto de 2017, em Vila Palanque, para o Polo Ervateiro dos Vales, que tem a sede em Venâncio Aires. A viagem foi organizada numa parceria do escritório municipal da Emater/RS-Ascar e da Secretaria Municipal de Agricultura (SMA).

Um dos objetivo desta viagem técnica, segundo o técnico agrícola do escritório municipal da Emater/RS-Ascar e coordenador do programa no Polo, Alex Davi Gregory, foi conhecer o sistema de produção daquele polo ervateiro que há alguns anos, se encontrava em situação precária e em decadência, mas que se recuperou após a ação de ações e medidas que revitalizaram o setor. 'Toda a cadeia produtiva daquele polo está interligada, o que vai desde o produtor, passando pelos viveiristas, tarefeiros, indústrias e consumidor', salienta e, isto, segundo Gregory, foi um dos fatores que revitalizou aquele polo ervateiro.

Entre as constatações, Gregory aponta que o sistema de produção da região do Nordeste Gaúcho, é mais avançado e qualificado que o Polo dos Vales. Eles trabalham a erva-mate como matriz produtiva, ou seja, é a cultura principal, diferente do que aqui em Venâncio Aires, onde ela é uma cultura secundária e alternativa de renda. 'Os produtores de lá produzem a erva adensada, não consorciando com outras culturas e este sistema garante uma maior produtividade por hectare, pois para muitas famílias, é a principal fonte de renda', reforça.

 

BOAS PRÁTICAS

Outro fator importante é o trabalho de Boas Práticas de Produção desenvolvido pela Emater/RS-Ascar daquela região e que vai desde a implantação do erval, condução e desenvolvimento das plantas e colheita, originando uma matéria-prima de melhor qualidade. 'A produção em sistema adensado favorece a redução da utilização de produtos externos da propriedade, como defensivos agrícolas', exemplifica Gregory.

A qualidade da matéria-prima é aumentada com o uso do sistema de produção florestal, pois originalmente, a erva-mate se desenvolvia no interior ou nas beiradas das matas, quando ainda era cultivada no sistema extrativista usado pelos índios Guaranis. 'Quanto mais próxima do sistema natural, melhor é a qualidade da matéria-prima', reforça o técnico agrícola.

'A atividade da erva-mate, quando bem conduzida, proporciona alto rendimento de produção, permitindo a viabilidade econômica e mantém o produtor no meio rural.'
ALEX DAVI GREGORY, técnico agrícola da Emater/RS-Ascar.

1,8 mil quilos
é a produção de erva-mate por hectare na região do Polo Ervateiro Nordeste, podendo chegar a 2 mil quilos em alguns casos.

Inovação tecnológica

Os produtores locais ficaram impressionados com a inovação tecnológica, como por exemplo, a tesoura elétrica de poda, que diminui a penosidade e agiliza a tarefa na hora da colheita.

Ranking gaúcho

Conforme informações do Instituto Brasileiro da Erva-Mate (Ibramate), o Polo Ervateiro Nordeste Gaúcho, que tem a sua sede no município de Machadinho, é o segundo polo maior produtor de erva-mate do estado. O primeiro é o Polo Alto Taquari, que tem a sede em Ilópolis.

 

Fonte: Jornal Folha do Mate
Créditos: Edemar Etges 
Foto: Divulgação

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