Bandidos levaram o primeiro salário da vida de Júnior

Publicado em 06/08/2018 às 16h48

Júnior perdeu primeiro salário no assaltoTerça-feira, 31 de julho, 12h15min. Um momento que seria inesquecível, positivamente, para o jovem Carlos Gustavo Stumm Júnior, de 18 anos, vai ficar marcado para sempre na sua memória por conta da impotência e da frustração. Assessor do vereador Nelsoir Battisti (PSD) na Câmara, Júnior saía da agência da Caixa Econômica Federal (CEF), localizada na rua Osvaldo Aranha, na região central de Venâncio Aires, após ter sacado o primeiro salário de sua vida. Mal sabia ele que os planos que tinha para a destinação dos cerca de R$ 1,6 mil seriam interrompidos por bandidos armados com faca.

Conforme o assessor parlamentar, assim que deixou a Caixa, indo em direção ao banco Bradesco, onde depositaria o dinheiro, notou que uma pessoa passou na sua frente e deixou uma caixa cair no chão. Imediatamente, um segundo homem passou por ele, juntou o objeto do solo, abriu e mostrou que havia notas de R$ 50 dentro da caixa - Júnior não sabe dizer quantas. Na sequência, convidou o jovem para que repartissem o valor, mas ele negou. 'Disse que não queria, que ele podia ficar, se quisesse, ou devolver', conta.

Quando pensou que estava livre para seguir seu caminho, foi surpreendido por um homem - o que havia deixado a caixa cair - com uma faca. Recebeu ordens para permanecer em silêncio absoluto e entregar a carteira. Além do dinheiro e documentos, a vítima também ficou sem o telefone celular, avaliado em R$ 800 e que tinha ganhado do pai, no mês passado. 'Era o meu primeiro salário com o próprio suor, como se diz, e agora vou ter que esperar o próximo mês para ver como é a sensação, pois todo mundo fala que o primeiro a gente não esquece. Me senti impotente e frustrado, mas pelo menos não me machucaram', comenta.

NERVOSISMO

A ação foi rápida e, assim que se deu conta que havia sido vítima de assalto, Júnior foi tomado pelo nervosismo, o que dificultou, inclusive, na hora de pedir ajuda. 'Logo depois que os caras saíram, vinha uma moça e eu fui pedir ajuda, mas acho que estava tão nervoso que ela pensou que eu era um assaltante e desviou de mim. Aí entrei em uma loja, expliquei a situação e me ajudaram para ligar para o meu pai e o meu dindo', relata. O caso foi registrado na Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA) e está sendo investigado. Titular da DPPA, o delegado Vinícius Lourenço de Assunção afirma que o golpe que os criminosos tentaram aplicar em Júnior é um dos tantos usados atualmente. 'É preciso estar atento', recomenda.

 PARATI

1 O assalto sofrido por Carlos Gustavo Stumm Júnior adiará, por pelo menos mais um mês, o objetivo que tem de reformar o veículo Wolksvagen Parati ano 1985 que ganhou do pai e é seu meio de condução.

2 Como não tem contas, o assessor parlamentar pretendia, com o salário que lhe foi roubado, investir no carro. 'A lataria está bem velha, tem que dar uma revisada no motor e na parte interna e trocar os pneus, que estão carecas', diz.

3 O automóvel foi presente do pai, que tem uma oficina mecânica, onde Júnior trabalhou até virar assessor no Legislativo. 'Na oficina eu ajudava meu pai e não tinha um salário fixo. Agora eu tenho e espero receber ele, de fato, no mês que vem', conclui.

 

Fonte: Jornal Folha do Mate
Créditos: Carlos Dickow 
Foto: Divulgação

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