Dobra o número de denúncias de violência doméstica na DPPA de Venâncio

Publicado em 02/06/2018 às 17h38

Apesar da quantidade de denúncias que chegam ao conhecimento da Polícia Civil, delegado Vinícius acredita que o número de vítimas é maiorNos últimos dias, dobrou o número de casos de violência doméstica em Venâncio Aires. De acordo com o delegado Vinícius Lourenço de Assunção, entre os dias 23 e 29 de maio, 14 vítimas denunciaram seus namorados, companheiros e maridos na Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA), fazendo dobrar o número de casos. Só na terça-feira, 29, cinco denúncias chegaram ao conhecimento da Polícia Civil. Além das agressões, muitos acusados ameaçaram matar as mulheres e até os filhos delas.

Segundo o delegado Vinícius, a média de registros de mulheres que se dizem vítimas de violência doméstica é de uma por dia. "Mas nestes últimos dias o que vimos foi um aumento de 100% nas denúncias", explica o titular da DPPA. 

Um dos casos que foi denunciado é de um casal que reside no bairro Coronel Brito. A mulher, de 46 nos, relatou que o namorado, de 34 anos, saiu de casa para fazer compras no mercado, mas demorou e não trouxe as mercadorias necessárias. Quando ele chegou sem as compras, houve uma discussão e ambos entraram em luta corporal. A mulher foi agredida e ouviu o companheiro, com quem se relacionava havia cerca de um mês, a ameaçar de morte.

Conforme o que ela comunicou na DPPA, o acusado disse que ia degolar ela e os filhos dela. A vítima fez a ocorrência e solicitou as medidas protetivas da Lei Maria da Penha. Depois, foi morar na casa de um dos filhos.

Outra vítima denunciou que só não apanhou do ex-companheiro, pois havia visitas em sua casa. Ela reside no bairro Gressler, tem 28 anos e disse que há um ano e meio está separada do companheiro, que tem 33 anos.

A vítima relatou que durante o fim de semana passado, o ex foi até sua casa e quando ela abriu a porta para ver quem era, ele invadiu a residência, gritou com ela e a empurrou. O motivo, segundo a mulher, é que ela havia ido em um baile, no interior. Como a mulher tinha visitas em sua casa, o ex-companheiro saiu, sem poder agredí-la.

Uma terceira vítima, de 34 anos, declarou na DPPA que teve um relacionamento com um homem, que tem 31 anos, por um período de 1 ano e quatro meses. No entanto, nunca moraram juntos. Ela mencionou que a relação acabou e desde então, passou a receber mensagens, via celular, lhe fazendo ameaças de morte.

Inclusive, a denunciante ressalta que o ex manda mensagens para suas amigas. "E também soube que ele pediu a outras pessoas para me agredirem", denunciou a vítima na DPPA.

Uma moradora do bairro Leopoldina declarou que viveu 18 anos com o marido e agora, que estão em processo de separação, ele a ameaça e agride. A vítima, de 34 anos, contou que o acusado, de 40 anos, em uma das ocasiões, a agarrou pelos braços e a jogou no chão. Ela gritou e foi socorrida pelo filho. Depois, a mulher foi ameaçada de morte.

Em um apartamento, no centro da cidade, uma mulher foi ameaçada por um homem, com quem estava começando a se relacionar. A vítima, de 33 anos, mencionou que o acusado, da mesma idade, a agrediu e a ameaçou de morte, quando ela pediu para ele sair do apartamento dela, por conta de uma discussão.

Na Vila Rica, no bairro Macedo, uma mulher, de 42 anos, disse que discutiu e foi agredida e ameaçada de morte pelo marido, um ano mais velho. De acordo com a vítima, o acusado disse que vai enforcá-la na frente dos filhos.

Ao contrário dos casos de violência doméstica, revela o delegado Vinícius, os demais registros, como furtos e roubos, caíram vertiginosamente nos últimos dias.

 

Fonte: Jornal Folha do Mate
Créditos e foto: Alvaro Pegoraro 

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