Estudante de 13 anos é agredido por adulto, por brincadeira feita por outras crianças

Publicado em 29/05/2018 às 13h20

Um morador da rua Tiradentes vai responder criminalmente pelas agressões e ameaças que fez a um menor de idade. O caso foi registrado sexta-feira, na Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA), e a vítima, que tem 13 anos, garante que foi agredida injustamente. 

O fato aconteceu depois que alguém bateu à campainha da casa onde o acusado reside, e saiu correndo. A vítima, que é estudante de uma escola do centro de Venâncio Aires, e um colega, passavam pelo local e o menino foi acusado de ter tocada a campainha. Mesmo negando, foi agredido e ameaçado pelo adulto.

Eram cerca de 12h quando o estudante e o colega 'subiam' a rua Tiradentes, em direção às suas casas. Ele garantem que havia um grupo de pessoas que andava na frente deles e que um destes, que não identificado, bateu na campainha e todos saíram correndo.

A vítima e seu amigo, que nada tinham a ver com a situação, seguiram caminhando normalmente e ao chegarem na frente da casa em questão, um homem saiu pelo portão e 'gravateou' o menino de 13 anos. Depois, o jogou contra as grades e o ameaçou de agredí-lo novamente, caso passasse outra vez por lá.

O caso chegou ao conhecimento do pai da vítima, um vigia de 42 anos, que levou o seu filho para consultar na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Cruzeiro. O laudo mostra que o adolescente sofreu escoriações no corpo e um edema no pescoço. "Ele gravateou, depois agarrou o meu filho pelo pescoço e o jogou contra as grades". Inclusive, segue o pai do menino, ele ficou dois dias sem conseguir engolir direito.

Com o laudo em mãos, o vigia foi até a casa do agressor. "Ele me recebeu muito mal, confirmou que agrediu o meu filho e ainda disse que se ele passar lá outra vez, vai ser agredido novamente". Depois de conversar com o acusado, o vigia foi até DPPA, onde o caso foi registrado como 'Vias de fato'.

 

PROCESSO

Apesar da situação e de ver o filho com hematomas no pescoço e nas costas, o vigia agiu pela razão e agora vai processar o acusado. "E se por acaso eu ganhar algum dinheiro com isso, vou dar a uma instituição, por que eu não busco o dinheiro, eu quero mostrar para este indivíduo que o que ele fez foi errado e que ele não pode bater em uma criança", desabafou.

O pai questionou o filho sobre a autoria da 'molecagem', e ele garantiu que não foi o autor. "E tem testemunha que não foi ele. Mas mesmo se fosse, isso não dá o direito de um adulto sair de dentro da sua casa para bater em um menor de idade".

Ontem, o vigia e a esposa entraram em contato com a reportagem da Folha do Mate e reafirmaram que vão processar o agressor. "E quero deixar claro que busca responsabilizar o agressor, para ele saber que o que ele fez é um crime e que tem punição para isso sim", argumentou o vigia.
O pai também disse que vai procurar, novamente, atendimento médico, já que o pescoço do filho continua inchado.

 

Fonte: Jornal Folha do Mate
Créditos: Alvaro Pegoraro 

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