ARTIGO: Sobre o Largo do Chimarrão hoje.

Publicado em 04/07/2019 às 07h31

Posso afirmar que a necessidade hoje de se fazer algo em relação a degradação destas duas quadras que compõe do Largo do Chimarrão é urgente. Todos devem concordar com isso, haja visto as manifestações de descontentamento da atual situação pelas redes sociais.  Há várias perguntas que podemos fazer a partir daí, mas as mais importantes hoje são: O que fazer? Como fazer? e Com quanto fazer? Há parceria, há disposição e há solução! Talvez não seja a solução perfeita como nós urbanistas idealizamos e gostaríamos que fosse... Estudei fora do país, conheço o valor dos bons projetos de urbanização e de como os pedestres tem prioridade nos grandes e pequenos centros históricos europeus. Com certeza é preciso mais do que resolver o gargalo de veículos na Rua Jacob Becker e o problema das raízes das Tipuanas, mas também esta reforma não será a solução final! As cidades são dinâmicas e embora não percebamos elas estão em constante movimento e mudam com o tempo. Além disso o que se aplica em um lugar, nem sempre se aplica em outro. Não é regra ter que copiar tudo de outras cidades. É preciso observar, analisar, trazer o que for bom e não esquecer de levar em consideração hábitos, costumes, orçamento e viabilidade.

A intervenção no Largo é emergencial, não dá mais para esperar. Se for executado com cuidado e atenção terá bons resultados, e o resultado que esperamos é o sentimento de bem estar nos pedestres. Estudos comprovam que os principais fatores que criam esse sentimento bom nas pessoas tem relação com a qualidade dos passeios públicos, acessibilidade, existência de vegetação urbana adequada (que não gere sujeira e não possua raízes superficiais), iluminação suficiente à noite, proximidade a serviços urbanos, acesso a comércios, sinalização adequada e cuidados básicos com a fachada de prédios. Todos esses quesitos foram pensados no Projeto ilustrativo e discutidos em reuniões com o proprietários dos lotes daquelas quadras, que irão pagar uma boa parte das custas da obra.

Uma Rua Coberta seria o ideal para nossa cidade. A exemplo de outras, no Brasil e fora dele, ela se adequaria a nossa realidade e traçado urbano, pois permitiria a circulação de veículos durante os dias de semana e poderia ser fechada/bloqueada durante os finais de semana ou após determinada hora da tardinha - é outra ideia. Assim teríamos o fluxo de carros controlado quando se precisa, não criando um caos no trânsito de Venâncio no dia-a-dia, e de forma pontual teríamos a movimentação segura de pessoas, passeando em paz no Largo, curtindo um bom chimarrão e apreciando as vitrines, em horários adequados. Mas ainda não temos a Rua Coberta, e é preciso tomar providências para o problema hoje.

Volto a alegar veementemente: A grande verdade é que ajustar a demanda emergencial da população com a realidade e dinâmica atual de uma cidade como a nossa é o grande desafio de qualquer administração!

 

Fonte: PMVA
Créditos: Simone P. Becker Rech

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